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O que significa DEX? Descubra tudo o que precisa saber aqui!

DEX é uma abreviação para a palavra “Dexterity”, que vem do inglês e tem tradução literal para a palavra em português “destreza”. No entanto, esse termo possui um significado bem diferente no mundo digital e faz parte de um contexto bem maior.

Digitalmente, a palavra DEX pode ser utilizada para se referir a serviços online, principalmente relacionados a criptomoedas (moedas digitais).

Para tornar o significado de DEX mais claro, este artigo trará alguns conceitos, exemplos e a definição de DEX. Acompanhe agora!

Qual é o significado de DEX?

DEX

A sigla DEX quer dizer “decentralized exchange”. Podemos dizer, então, que DEX é definido como corretora descentralizada, ou seja, é um serviço digital ponto a ponto também chamado de P2P ou Peer -To-Peer, o qual possibilita transações diretas por meio das criptomoedas entre as partes envolvidas no processo.

Em outras palavras, as DEXs buscam solucionar problemas que ocorrem durante as transações de moedas digitais entre 2 pessoas envolvidas.

Por meio deste serviço, as pessoas podem ter maior segurança durante as transações com criptomoedas e podem agir de maneira independente, sem necessitar do envolvimento de outras pessoas durante as transações.

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Como funcionam as DEX?

DEX

Diferente das corretoras centralizadas, como, por exemplo, a Coinbase, as DEXes não permitem transações entre fiat (moeda física, como o dólar e o real) e cripto (moeda digital). Ao invés disso, as transações acontecem exclusivamente entre as criptomoedas, se diferenciando das transações centralizadas, nas quais é possível realizar troca entre moedas físicas e digitais.

Contudo, as transações centralizadas ocorrem com a interferência de um terceiro envolvido, o qual pode limitar transações, acompanhar todos os movimentos e até mesmo causar certas interferências.

Já em uma transação DEX são feitos alguns contratos entre as duas partes envolvidas no processo, o que torna a ação mais simplificada.

As transações DEX são configuradas diretamente na blockchain, trazendo maior segurança e, geralmente, elas são construídas em código aberto, o que significa que qualquer pessoa interessada pode analisar como funciona a transação.

Como usar DEX?

Para realizar transações descentralizadas não é necessário nenhum processo de criação de conta em site ou e-mail para interagir com as plataformas que disponibilizam esse tipo de serviço.

O que é necessário para realizar uma DEX é ter uma carteira digital compatível com a criptomoeda. Assim, qualquer pessoa com acesso à internet, seja em computador ou smartphone, pode realizar a transação descentralizada.

O primeiro passo para utilizar esse serviço é decidir qual será a plataforma onde irá ocorrer a transação. Depois disso, é preciso ver se a sua carteira digital é compatível com o site escolhido e observar qual a moeda digital nativa do site.

Algumas carteiras digitais permitem que os usuários acessem seus fundos diretamente pelos navegadores, o que facilita a interação com aplicativos descentralizados (chamados de DApps).

Eles são instalados como qualquer outra extensão e pedem que os usuários importem uma carteira digital já existente, por meio de uma chave token privada, ou criem uma nova chave. A segurança é reforçada por meio de proteção por senha.

Vantagens de usar DEX

DEX

Existem várias vantagens de utilizar esse tipo de transação. Confira, agora, algumas delas:

Disponibilidade de token

As DEX necessitam examinar individualmente os tokens de cada usuário e garantir que estejam em conformidade com os regulamentos locais antes de listá-los. As DEX podem incluir qualquer token na blockchain em que são construídas.

Apesar disso poder significar que os comerciantes podem entrar o mais cedo possível nos projetos, também implica que todos os tipos de golpes estão listados nas DEXes. Um golpe bem comum é conhecido como “puxar tapete”, um típico golpe de saída.

Esses tais “puxões de tapete”, em inglês, “rug pull”, ocorrem quando a equipe por trás de um projeto despeja os tokens usados para fornecer liquidez nos pools dessas transações quando seu preço sobe, impossibilitando a venda de outras negociações.

Anonimato

DEX

Diferentemente das transações centralizadas, onde sempre há identificação das pessoas, nas DEXes, o anonimato é mantido. Nas transações centralizadas, as pessoas passam por um processo de identificação conhecido como KYC (Know Your Costumer, em português, “conheça seu cliente”). Nesse processo são analisadas várias informações pessoais, além de que o documento de identidade é solicitado.

Já nas transações DEX não há necessidade disso. Assim, as pessoas fazem as transações se mantendo no anonimato, se assim desejarem.

Riscos de segurança reduzidos

Os usuários experientes de criptomoedas que guardam suas finanças digitalmente correm um risco menor de serem hackeados usando DEX, pois essas transações não controlam seus fundos.

Em vez disso, os traders protegem seus fundos e só interagem com a bolsa quando desejam fazê-lo. Se a plataforma for invadida, apenas os provedores de liquidez podem ficar em risco.

Saiba mais sobre a DEX

DEX

As primeiras exchanges descentralizadas apareceram em 2014, mas essas plataformas só se tornaram populares quando os serviços financeiros descentralizados construídos em blockchain ganharam força e a tecnologia AMM ajudou a resolver os problemas de liquidez enfrentados anteriormente pelas DEXes.

É difícil para essas plataformas aplicar verificações de KYC e Anti-Money Laundering, pois não há uma instituição central que verifique o tipo de informação tradicionalmente enviada a plataformas centralizadas.

Os reguladores podem, no entanto, tentar implementar essas verificações em plataformas descentralizadas.

Os regulamentos aplicados aos usuários também não se aplicariam a essas plataformas, já que aquelas que aceitam depósitos de usuários ainda exigem que os usuários assinem mensagens no blockchain para retirar fundos de suas plataformas.

Atualmente, as exchanges descentralizadas permitem que os usuários tomem emprestado fundos para alavancar suas posições e emprestem fundos para ganhar juros passivamente ou fornecer liquidez para cobrar taxas de negociação.

Como essas plataformas são construídas em contratos inteligentes auto executáveis, mais casos de uso podem ser criados no futuro.

Os empréstimos instantâneos, que se referem a empréstimos feitos e pagos em uma única transação, são um exemplo de como a inovação no espaço financeiro descentralizado pode criar produtos e serviços que antes não eram possíveis.

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Fonte: https://criptoenft.com/


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