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Qual o significado de família?

Família

A família é o primeiro meio social que quase todos temos contato. É uma palavra de origem do latim e de extrema importância para compreender as relações humanas.

É comum vermos este termo em tatuagens, um grupo de amigos se chamarem pelo termo e muitos outros procurando constituir suas próprias famílias. Mas, por que ela é tão importante?

O que é uma família?

Na biologia é conhecida como uma categoria para separar as espécies animais. Mas no linguajar popular significa muito mais que isso e representa também uma série de esperanças.

Às vezes nomeamos de família um pai, uma mãe e um filho que vivem no mesmo local. Em alguns momentos, estendemos a nomenclatura para os tios, primos e avós. Esse é o seu significado a partir das relações jurídicas. Ou seja, quando alguém nasceu ou foi adotado, passa a compor juridicamente com um certo grupo de pessoas.

Entretanto, ela possui muitos outros significados sociais.

Ela é onde cada um espera encontrar segurança e conforto. Ou também onde poderá comportar-se como bem entende, sem ter de fingir algum comportamento. Nela também espera-se ter felicidade e respeito.

Ela é muito mais que uma relação sanguínea. E não se restringe a brigas por herança. Mas diz respeito ao amor, à cumplicidade e a alegria de estar junto com pessoas e confiança. Mesmo que haja brigas, espera-se que as coisas sempre se acertarão.

Quando nomeamos os amigos como família, identificamos esse tipo de conforto neles. Ao chamar um amigo de irmão, entende-se que ele será um confidente, alguém de segurança e o qual se ama muito.

Ela é tão importante que desde 1994 é comemorado em 15 de maio o dia da Família.

Família

A importância da família

Na família temos os primeiros contatos com outros seres humanos. Aprendemos alguns valores que poderão ser carregados pelo resta da vida.

É nela que ocorre uma das primeiras fases da educação, onde aprende-se a andar, a falar, a respeitar algumas regras… apesar de nem todas realizarem essas tarefas, é o que se espera.

A família deve dar uma educação básica à criança mesmo quando esta vai à escola. Quando a criança tem acesso a outros agrupamentos, ela mostra aos seus outros colegas tudo o que aprendeu até aquele momento. Ela manifesta até mesmo os preconceito e as virtudes de seus pais.

Assim, se os pais ou responsáveis por uma criança jogam lixo na rua, provavelmente ela reproduzirá até quando for adulta esse comportamento. Por mais que a escola explique as complicações ao meio ambiente que tal atitude pode causar, ela repetirá o ato por estar acostumada a isso.

Ela é fundamental para a formação de qualquer ser humano. A ausência de uma referência familiar pode trazer consequências terríveis a uma criança. Por isso são importantes os processos de adoção que dão um lar aqueles que não tiveram oportunidade.

Dentro do meio familiar também desfrutamos de afetividade. O amor dos pais pelo filho e a sua retribuição.

Modificações históricas

Durante o período das monarquias na Europa, a família era tida como uma aliança. Quando havia um casamento, era uma oportunidade de dois agrupamento fazerem acordos comerciais e políticos. Não se tratava de amor ou paixão, mas de negócios.

Ter filhos também era uma maneira de garantir que um reinado continuaria com pessoas do mesmo sangue.

Com as transformações na história a família adquiriu outros significados. Mas foi somente no século XVIII que os casamentos passaram a ser realizados por amor. Desde o romantismo até hoje, muitos se unem por estarem apaixonados.

Entretanto, na Revolução Industrial também no século XVIII, muitas famílias tinham filhos para terem mais pessoas trabalhando. Com a pobreza que cada vez crescia mais e a exploração nas fábricas, ter filhos era uma maneira de aumentar a renda. Assim, desde muito pequenas, crianças iam para as minas de carvão ou para a indústria têxtil.

A mulher também tem função importante no núcleo familiar. E a sua imagem também modificou-se ao longo dos anos. Deixando de ser somente aquela que cuida das crianças, mas também a que deve trabalhar pelo sustento dos filhos. Ao homem estaria apenas a função do trabalho fora de casa. Até hoje permanece tal visão quando há o espanto quando os pais criam os filhos sozinhos. No caso inverso, quando a mulher cuida sozinha das crianças, é visto como normalidade.

Família

Hoje, estamos diante de uma reformulação da família. Ela não é mais composta somente por pai, mãe e filhos. Mas também abriu-se a discussão sobre as chamadas “novas famílias”.

Com os avanços da tecnologia, nem mesmo é preciso que um homem e uma mulher tenham relações para ela engravidar. Mas ela pode optar por ser uma mãe solteira, o que também é uma família, apesar da ausência do pai.

Entre suas possibilidades estão:

  • Dois pais e filho(s);
  • Duas mães e filho(s);
  • Um pai e filho(s);
  • Uma mãe e filho(s)
  • Um avô e uma avó, ou somente um desses e um neto.

Essas categorias, por vezes, geram respostas mais conservadoras em defesa da família nuclear com pai, mãe e filhos. Entretanto, a própria ONU (Organização das Nações Unidas) está revendo o termo e defendendo a ampliação do conceito.

Outras transformações na família hoje é que cada dia que passa os pais tem menos filhos. No começo do século XX eram comum mães terem mais 9 partos. Hoje, muitos casais optam por apenas uma criança ou nem mesmo uma. Isso se deve aos altos custos com educação e até mesmo a carreira profissional dos adultos que não pode ter interferência.

Muitos filhos hoje que são adultos também passaram a cuidar de seus pais. Já que estamos vivendo mais, os idosos também precisam de cuidados e de afetividade. São comuns as casas em que há alguém da terceira idade.

Há também pessoas que estendem a categoria para os animais de estimação que criam dentro de casa. É comum escutarmos alguém referir-se a um gato ou cachorro como sendo seu filho.

A família está em transformação. Agora não é pautada somente pelos laços sanguíneos ou de contrato jurídico, mas principalmente pelo amor.