Língua Portuguesa

O que é destino? Como surgiu essa ideia? O que representa?

Destino é um substantivo masculino da língua portuguesa que possui dois significados. No primeiro deles ele quer dizer “fim ou resultado de uma ação”, neste caso é sinônimo de sorte, futuro, fatalidade. O segundo significado quer dizer “direção ou rumo”, e muito utilizada em assuntos relacionados a viagens e turismo. Neste artigo vamos abordar o primeiro significado da palavra.

Em muitas culturas e para muitos filósofos e pensadores, o destino é entendido como uma sucessão inevitável de acontecimentos que estejam relacionados a uma ordem cósmica. Por isso, de acordo com essa ideia, ele é o responsável por conduzir a vida das pessoas de acordo com uma ordem natural, da qual nada pode escapar.

Mas, como surgiu a ideia de destino?

Já na antiguidade clássica, ou seja, na literatura greco-romana, os deuses é que eram os principais responsáveis pela direção que a vida das pessoas tomaria. E independentemente do que elas fizessem, esse destino tinha que ser cumprido.

De acordo com a mitologia grega, o destino das pessoas e dos deuses era traçado pelas Moiras, três irmãs que eram divindades gregas. Elas eram consideradas a primeira geração de divina, o que dava a elas poderes sobre os deuses. As Moiras, ou Parcas, eram três mulheres lúgubres, que tinham como responsabilidade fabricar, tecer e cortar o fio da vida dos indivíduos.

Para a realização deste trabalho, elas usam a chamada Roda da Fortuna, que é o nome do tear utilizado para tecer os fios da vida. Conforme a roda gira, o fio é posicionado no topo, que é a parte mais privilegiada, ou no fundo, que é a parte menos privilegiada. Isto explicaria os momentos de boa e de má sorte dos quais todos os indivíduos estão sujeitos durante a vida.

Já, na civilização da Mesopotâmico, eram as estrelas as responsáveis por determinar o futuro do ser humano.

Durante o Império Romano, além de se acreditar na existência das Parcas, eles tinham também a deusa da Fortuna. Ela era muito venerada e a responsável pelo futuro e pela boa sorte dos cidadãos romanos. Apesar disso, eles reconheciam que nem sempre as decisões da deusa eram favoráveis aos homens.

Acreditar ou não acreditar

O fato é que este é um assunto bastante polêmico e controverso, já que nem todas as pessoas acreditam nele. Para algumas pessoas o responsável pelo destino é Deus, enquanto que para outros ele estaria traçado nas estrelas, e há ainda os que afirmam que o destino não existe, que o ser humano é o principal responsável pela sua trajetória ao longo da vida.

Muitos pensadores e filósofos descrevem o destino como sendo algo a que o indivíduo está predestinado, não importando o que você faça. Há ainda aqueles que acreditam que ele é determinado pelos acontecimentos ao longo da vida das pessoas, o que incluía até mesmo vidas passadas de cada um.

Há ainda a utilização do conceito em muitas religiões. Para os praticantes do Cristianismo não há o conceito de destino, a vida e os acontecimentos na vida de cada um são apenas a vontade de Deus, que é o responsável por controlar e determinar o que acontecerá aos homens.

Destino manifesto

Esta é uma expressão utilizada para descrever a filosofia, ou mentalidade, que motivou a expansão dos Estados Unidos da América durante o século XIX. Segundo os pensadores e idealizadores desta expressão, o país estava destinado a aumentar o seu território e conquistar mais poder. Esta ideia foi utilizada como justificativa para legitimar a supremacia dos Estados Unidos da América, que acabou resultando no domínio político e financeiro que ele exerceu por muito anos.

Foi durante este período que o país conquistou o Texas, que pertencia ao México. Outros estados também foram conquistados, mas alguns de forma diplomática, outros através de compras e alguns ainda foram tomados por meio de revoltas e de conflitos armados.

O que dizem os filósofos

Já no campo da filosofia, os filósofos que fazem parte da corrente do determinismo, eles defendem que os pensamentos e ações humanas estão determinados de forma casual por uma cadeia de causa e efeito.

Dentro desta corrente, há ainda duas vertentes: determinismo forte e fraco. Para o determinismo forte não há nenhum acontecimento durante a vida que possa ser considerado coincidência ou acaso. Já para o determinismo fraco diz que existe uma relação entre o presente e o futuro, que está submetido à influência de eventos aleatórios que ocorrem ao longo da vida.

O filósofo romântico Schopenhauer diz que o destino é como uma ação determinante tanto no homem quanto na história. Já Hegel limita ele à necessidade mecânica, agindo de forma universal e violenta contra o objetivo, ele diz ainda que o destino não é conhecido pelo sujeito de nenhuma forma particular.

Para o filósofo Nicola Abbagnano, ele é muito necessário para manter a ordem do mundo, e que cada indivíduos desempenhe um papel singular. Ele implicaria na necessidade de cada indivíduo do mundo enquanto parte de um todo e na adaptação de cada indivíduo ao lugar que lhe é destinado, ou ao seu papel e função no mundo. Como se dentro da engrenagem da ordem, cada um desempenha o seu papel.

Já, no campo da ciência, o destino seria regido de acordo com as leis imutáveis e eternas da natureza.

A filosofia contemporânea prega uma ordem total responsável por agir sobre os indivíduos, sendo responsável por determina-lo, tudo isso sem que o indivíduo tenha necessariamente ideia de que isso aconteça.

E você, acredita ou não em destino? Deixei o seu comentário a respeito deste artigo abaixo, e se tiver alguma dúvida, nós te ajudaremos. Compartilhe este artigo com os seus amigos nas suas redes sociais.