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Coronavírus: ferramenta divulga em tempo real informações sobre a nova pandemia

Site criado por pesquisadores norte-americanos mostra dados simultâneos dos impactos do novo coronavírus em todo o planeta.

O surto pandêmico causado pelo COVID-19 vem deixando em alerta pessoas do mundo inteiro. Isso porque o vírus que surgiu na China se disseminou pelo mundo de uma forma assustadora, deixando várias pessoas infectadas. Sabendo disso, especialistas do centro de ciência da Universidade de Johns Hopkins, nos Estados Unidos, criaram uma ferramenta capaz de informar a propagação do novo coronavírus em tempo real.

A plataforma, que reúne dados dos impactos causados pelo vírus ao redor do mundo, é atualizada conforme informações divulgadas pela Organização Mundial da Saúde-OMS e por entidades de saúde de diferentes países.

De acordo com Lauren Gardner, professora responsável pela criação do projeto, o objetivo do painel é levantar informações oficiais quanto à situação atual da pandemia, tratando de uma forma transparente as consequências da doença e a velocidade da disseminação do contágio.

A ferramenta, que pode ser acessada aqui, funciona como um mapa, onde os pontos vermelhos informam os lugares em que o vírus foi detectado, assim como o impacto causado pela doença naquele local. Além disso, no canto superior esquerdo da tela, é possível ter acesso à quantidade de pessoas infectadas em cada país e o total de vítimas pelo mundo. Já na lateral esquerda, é possível verificar o total de vítimas fatais em escala global, assim como a estatística de pessoas mortas em cada estado e em cada país.

Essas informações servem como um parâmetro para o estudo da disseminação da doença e para informar a população mundial que, através delas, passam a ter noção de onde o vírus tem chegado e onde ele tem infectado mais pessoas.

Relembre o caso…

No fim do ano de 2019, a China começou a registrar vários casos de pneumonia no país. No entanto, pelo fato de muitas pessoas começarem a apresentar os mesmos sintomas da doença sem motivo aparente, especialistas começaram a desconfiar que, na verdade, esse surto em pequena escala, até então, poderia ser consequência de algum contágio.

Em 31 de dezembro, após o comunicado da Organização Mundial da Saúde (OMS), a China resolveu divulgar que os quadros registrados no país eram, de fato, provenientes de um vírus que teria sido disseminado em um mercado de frutos do mar, na cidade de Wuhan-China.

No dia 9 de janeiro de 2020, a OMS divulgou a confirmação de que esse contágio estava sendo causado por uma nova espécie de coronavírus e que esse vírus já estava em circulação pelo mundo.

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Membro da tripulação da Thai Airways realizando o procedimento de desinfecção de uma aeronave para evitar possível propagação do vírus. Foto: Athit Perawongmetha

Propagação do vírus

O novo coronavírus começou a ser mais comentado e a ter uma maior ‘visibilização’ justamente quando a China estava prestes a começar as comemorações para o Ano Novo Chinês, que é comemorado no dia 12 de fevereiro.

Durante esse período da festa chinesa, muitas pessoas começaram a viajar pelo país e para fora dele e, por conta do período de incubação do vírus, que pode variar de dois dias até duas semanas, muitas pessoas nem mesmo sabiam que já estavam infectadas.

Dessa forma, o vírus que estava dentro dessas pessoas começou a se hospedar em outras pessoas e, de uma hora para outra, o contágio tomou proporções globais.

Formas de contágio e prevenção

O coronavírus pode ser transmitido de pessoa para pessoa através da tosse, espirros, pelo aperto de mão ou toque de objetos infectados.

Seus sintomas incluem: febre alta, tosse, falta de ar e, em casos mais sérios, diarreia e problemas renais.

Apesar de ainda não possuir uma cura, cuidados como manter a higiene, lavar a mão várias vezes ao dia, fazer uso do álcool em gel, evitar multidões e fazer a ingestão de vitamina C podem ajudar a impedir a incubação do novo coronavírus.

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