Língua Portuguesa

Síntese: significado e exemplos práticos

Síntese

Uma síntese é uma discussão escrita que se baseia em uma ou mais fontes.

Daí resulta que a sua capacidade de escrever sínteses depende da sua capacidade de inferir relações entre:

  • Fontes escritas – Ensaios, artigos, ficção;
  • Fontes não escritas – Palestras, entrevistas, observações.

Claramente, antes de estar em posição de estabelecer relações entre duas ou mais fontes, é preciso entender o que essas fontes dizem. Em outras palavras, é preciso ser capaz de resumir essas fontes.

A síntese, no campo do ensino, é tomada como a ação de identificar as ideias principais de determinado texto. O termo vem da palavra grega síntese, que significa arranjo ou composição. Uma síntese é o produto de composição da análise das partes dentro de um todo do qual uma unidade é obtida.

A síntese, no campo da química, refere-se à produção de compostos partindo dos elementos mais simples. Pode-se falar de síntese orgânica (para a construção de moléculas orgânicas de maneira planejada) e síntese química (um processo responsável pela geração de compostos químicos).

A síntese de proteínas, no outro lado, é um fenômeno em que as proteínas intracelulares, através da adição de aminoácidos, são formadas. Este processo é composto por três etapas: transcrição, ativação de aminoácidos e finalmente tradução.

A síntese de texto

Considere algumas características que a síntese de determinado texto provoca:

  • Em primeiro lugar, deve ser lembrado que é um conjunto de ideias ou conceitos importantes e mais relevantes sobre um tópico ou texto específico. É por isso que você deve planejar uma síntese a partir da leitura cuidadosa do texto;
  • Uma síntese é muito útil quando se estuda um tópico, pois elimina informações desnecessárias e estuda o que é mais importante;
  • As noções mais importantes levadas em consideração devem estar logicamente relacionadas, isto é, conectadas a partir de uma ideia transversal. É essencial apoiar-se em conectores lexicais para manter a coesão textual;
  • As ideias principais devem ser gerais, e o menos possíveis, a partir das quais as ideias secundárias serão destacadas. Não é necessário que as ideias secundárias sejam abundantes, pois o principal é apontar para as ideias principais do tema ou texto;
  • Entre eles, deve haver coerência, isto é, que o texto possa ser entendido em sua totalidade;
  • A estrutura da síntese deve manter uma ordem;
  • É necessário ler o texto ou o tópico em questão de forma abrangente, a fim de organizar bem a síntese e não abusar de detalhes desnecessários.

É preciso ser capaz de diferenciar as ideias principais daquelas que não são necessárias. Este método de seleção de ideias deve ser ensinado às crianças desde tenra idade, a fim de criar ferramentas de estudo para o seu futuro.

Os dois tipos de síntese de texto

Síntese explicativa

Uma síntese explicativa ajuda os leitores a entender um tópico. Os escritores explicam quando dividem um assunto em suas partes componentes e os apresentam ao leitor de maneira clara e ordenada.

Síntese

As explicações podem envolver descrições que recriam em palavras algum objeto, local, evento, sequência de eventos ou estado de coisas. O propósito de redigir um ensaio explicativo não é discutir um ponto específico, mas apresentar os fatos de maneira razoavelmente objetiva.

A síntese explicativa não vai muito além do que é óbvio a partir de uma leitura cuidadosa das fontes. Você não estará escrevendo ensaios explicativos de síntese. Entretanto, às vezes seus ensaios de síntese argumentativa incluirão seções que são explicativas por natureza.

A síntese do argumento

O propósito de uma síntese de argumento é que você apresente seu próprio ponto de vista – apoiado, é claro, por fatos relevantes, extraídos de fontes e apresentados de uma maneira lógica.

Uma argumentativa é discutível. Faz uma proposição sobre a qual pessoas razoáveis ​​poderiam discordar, e quaisquer dois escritores trabalhando com os mesmos materiais de fonte poderiam conceber e apoiar outras teses opostas.

9 dicas para fazer uma boa síntese

  1. Lembre-se de que você está usando suas fontes para apoiar suas ideias e reivindicações, e não o contrário.
  2. Declare o assunto claramente e certifique-se de que ele reflita o foco de sua redação de forma adequada.
  3. Certifique-se de que seus pontos principais estejam claramente definidos (use frases de tópico) e conecte cada ponto da forma mais explícita possível.
  4. Divida os parágrafos logicamente.
  5. Forneça transições apropriadas dentro e entre parágrafos.
  6. Certifique-se de evitar repetições desnecessárias. A repetição geralmente é um problema da organização.
  7. Selecione palavras com precisão. Em caso de dúvida, use um dicionário.
  8. Certifique-se das frases serem claras e inequívocas. Verifique duas vezes se as sentenças são adequadamente variadas em tamanho e estilo e se não há fragmentos. Também revise cuidadosamente para corrigir quaisquer outros erros de sentença.
  9. Revise cuidadosamente para identificar e corrigir erros mecânicos, como erros em plurais ou possessivos, concordância entre sujeito e verbo, mudanças no tempo verbal ou na pessoa, erros de vírgula, erros de ortografia e assim por diante.

Exemplo de como fazer uma síntese

Texto original

Temos muitas razões valiosas para trabalhar. Trabalhamos para ganhar nossa vida diária, para poder contribuir para o desenvolvimento de nossa família, para desenvolver nossas capacidades, etc.

No entanto, parece que essas razões não são suficientes para evitar considerar que o trabalho “é um inimigo”. Basta observar como ansiamos por finais de semana e feriados. Ou seja, a primeira oportunidade de não trabalhar ou de fazer isso com o mínimo de esforço é agarrada com unhas e dentes.

Síntese

No outro extremo, estão workaholics, aqueles para quem não há mais nada do que trabalhar. Eles desistiram da família, amigos e quem sabe o que mais por sua obsessão.

Mas para viver verdadeiramente o trabalho, sem eliminar nada e sem negar nada, é necessário reconhecer na vida cotidiana o sentido profundo de nossa ação. Ou seja, é preciso ter os motivos que nos fazem descobrir o gosto pelo que fazemos.

Síntese do texto

Existem muitas razões para trabalhar: sustento, família, desenvolvimento pessoal, etc. Mas, apesar disso, não somos amigos do trabalho, uma vez que preferimos as férias e fins de semana.

Isso acontece embora haja muitos que se dedicam a trabalhar amando-o de tal maneira que abandonam tudo. Para não viver essa contradição, é importante entender o porquê do que fazemos.