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Austeridade é uma severidade de costumes

Mercados e países entram em crise e isso é normal, por conta do movimento econômico, mas quando isso acontece, o que fazer? Nesse caso, é preciso tomar medidas que equilibrem a economia e uma delas é a austeridade. Entenda mais sobre ela abaixo.

Compreendendo o que é austeridade

Austeridade é um período em que o governo impõe um controle econômico para equilibrar a economia de um país. Ele ocorre quando o déficit público chega em um nível muito alto, que é quando os gastos do governo estão maiores que a sua renda.

Esse rigor é aplicado em situações onde o governo está prestes a quebrar ou, em alguns casos, já quebrou e precisa urgentemente de reparos. Isso ocorre de inúmeras maneiras, mas a principal é a redução ou anulação de subsídios para a população.

Exemplos de atitudes de austeridade

Um exemplo simples e relativo ao nosso cotidiano, tem a ver com o corte de verbas para aposentados e deficientes, ou seja, dependentes do INSS ou mesmo beneficiários do FGTS. Se existe um número muito alto de aposentados, fica difícil de sustentar de maneira adequada, então é preciso adequar o sistema e ajustar a economia do país. Embora o governo do Brasil não tenha tomado uma postura de austeridade, existe essa possibilidade em curto ou médio prazo.

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Outro exemplo é o subsídio para empresários, mas não anulá-lo e sim aumentá-lo. Nesses períodos, é comum os governos fazerem acordos com empresas privadas em troca de benefícios no futuro e em alguns casos até em curto prazo.

O governo também pode restringir certos produtos ou serviços do mercado, de maneira que os cidadãos ficam proibidos de comprá-los, ou até mesmo lançar somente um produto (monopólio) para que a população só tenha acesso a ele, como foi na crise dos EUA.

Austeridade

Países que aplicam a austeridade

O Japão é um exemplo claro de aplicação de austeridade à população. Primeiro na aplicação aos alimentos, pois existe um certo controle sobre a quantidade de alimentos que se pode consumir. Mas isso não é tão rígido e sim os acontecimentos depois da crise imobiliária. Além disso no período que grandes tsunamis atingiram o país, o governo tomou medidas econômicas para a reconstrução.

Outro país que está tomando medidas de austeridade é a Grécia. Ela entrou em crise por conta do valor do euro e precisou pegar empréstimos, outro fator que auxiliou foi o assistencialismo excessivo que acabou não gerando retorno. Desde 2010, várias medidas de austeridades são aplicadas, incluindo a junção de regiões, doação de bens públicos culturais, etc.

Diversos países da Europa também estão em austeridade para auxiliar na estruturação da economia e do Euro. Inclusive, esse foi um dos motivos dos quais a Inglaterra se retirou da União Européia, para poder tomar suas próprias medidas sem muita interferência externa.

Políticas de austeridade polêmicas

Durante a grande crise de 1929, também chamada de A Grande Depressão. Os EUA entraram em um período de austeridade muito rígidos. Um exemplo disso é que os cidadãos só podiam comprar um único modelo de carro. Essa parceria foi feita entre o governo e empresas privadas, em alguns setores.

Pouco a pouco a economia foi melhorando e se tornaram a maior potência do mundo por muitos anos. Atualmente com os resquícios da crise imobiliária gerada nos EUA que afetou todo o mundo, alguns Estados do país tomam medidas austeras, mas nada realmente tão intenso, se comparado com fatores anteriores e até mesmo com a Europa.

Na Nova Zelândia foi um grande sucesso, pois em 1981 o Roger Douglas reduziu privilégios, impostos, gastos, subsídios e uma série de recursos, aplicados não apenas para a população, mas no próprio governo. Hoje a economia já está equilibrada, crescente e é um dos países com melhor PIB do mundo.

Em 2003, no Brasil, com a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, novas medidas austeras em relação à política fiscal para que o país conseguisse lidar com o alto preço do dólar de maneira equilibrada. A situação foi levemente amenizada, mas o país ainda é acometido por diversos problemas.

Ela costuma funcionar?

Existem controvérsias sobre a questão, mas a verdade é que ela pode, ou não, gerar bons resultados. Se considerarmos os EUA, eles conseguiram se reerguer e melhorar ainda mais, logo a austeridade funcionou, mas nem sempre é assim.

O Japão toma medidas austeras desde meados de 1990, quando entrou em crise, e continua estagnado, assim como muitos países europeus estão com políticas de austeridade (algumas bem rígidas) mas continuam estagnadas.

Em suma, isso depende do período em que o país está passando, quais os níveis de austeridade aplicados, em relação à crise, quais serão as medidas tomadas durante a austeridade, pois ela por si só não costuma resolver tudo. A parceria com empresas e outros países pode mudar o rumo da crise com qualquer país, mas também pode acabar afundando ainda mais, aumentando a dívida e gerando ainda mais problemas.

A austeridade pode até amenizar os efeitos de um déficit público, mas não costuma ser a solução primária, mas as aplicações financeiras em produções, serviços e acordos com empresas e países sim.

Outro fator é que o governo costuma aplicar essas medidas na população operária, enquanto as classes mais altas acabam não tendo restrições nenhuma, ou elas acabam sendo mínimas. Logo é possível questionar a quem essas medidas ajudam.

Além disso, vale lembrar que um dos grandes causados do déficit público é a própria má administração do governo e raramente eles aplicam essas medidas em si mesmo, cortando gastos excedentes e demitindo funcionários. Mais uma vez é interessante colocar em pauta se essas medidas não prejudicam mais do que ajudam.

Considerações finais

A austeridade é uma política adotada em momentos difíceis pelo governo, mas ela não é sinônimo de sucesso e nem de ganhos a longo prazo. Claro que ela pode amenizar os danos e abrir espaço para novas estratégias, mas é preciso analisar como ela é aplicada. Não adianta nada aplicar uma restrição com duro rigor na população se inúmeras pessoas do governo continuam gozando do dinheiro de maneira indiscriminada. Tudo precisa ser feito com equilíbrio, e a Nova Zelândia é um exemplo de que pode dar certo, mas também existem exemplos de que pode dar errado.

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