Medicina

Entenda o que é a liberação miofascial e seus benefícios

Liberação miofascial

A liberação miofascial se tornou uma febre em academias e spas alguns anos atrás e mantém a popularidade. Isto porque seus adeptos contam muita vantagem de fazer essa prática seja antes ou depois de exercícios físicos.

Mas a liberação miofascial não se restringe apenas ao mundo fitness, é também altamente recomendada para tratamentos de lesões, em sessões fisioterápicas, por exemplo. O interessante dessa técnica de relaxamento é que não é necessária a ida a um médico ou contratar um profissional especializado para fazer a aplicação. Pode ser feita em casa recorrendo apenas a instrumentos totalmente acessíveis, como um rolo de macarrão.

Contudo, essa praticidade não se aplica para todos os casos. Pessoas que lidam com lesões graves precisam passar de todo jeito em um médico especialista e receber instruções específicas se a liberação miofascial for entendida como a melhor solução para cuidar do transtorno. Do contrário, a autoaplicação pode render mais sequelas do que resoluções.

É também preciso salientar que a liberação miofascial tem outras contraindicações e tem que ser, naturalmente, aplicada da maneira correta para surtir os efeitos necessários.

No entanto, afinal, o que é uma liberação miofascial? Que tipo de benefício provoca ao corpo e quais as situações em que é mais recomendada?

Saiba mais a respeito do assunto acompanhado os tópicos abaixo. Confira!

Definindo a liberação miofascial

É comum muitas pessoas pensarem se tratar de um exercício específico para o rosto de uma pessoa ou uma massagem aplicada diretamente na face de uma pessoa, mas é um equívoco. A liberação miofascial até pode resultar em uma massagem nessa região específica do corpo, mas seu foco não está concentrado nessa área em especial. Essa confusão ocorre por causa do nome, da semelhança que “fascial” tem com “face”.

Analisando, melhor, desmembrando o termo, vemos que os termos não têm relação tão direta.

“Mio” significa músculo e “fáscia” é o mesmo que “tecido conectivo”. Músculo é sopa, cremos que não precisa de muita explicação, certo? Mas e tecido conectivo? O que diachos viria a ser isso?

Esse tecido conectivo ou fáscia é uma membrana que fica localizada logo abaixo da pele. É como se fosse uma capa sobre os músculos e tem característica elástica. Sua função é ajudar os músculos a deslizarem conforme a movimentação do corpo reduzindo, dessa forma, a fricção desses tecidos. Também é fundamental para manter a força muscular por ajudar na contração.

Quando essa membrana passa por um problema, é mais que certo que o corpo vai sentir muito o transtorno.

Um dos métodos para descomplicar, restaurar a boa forma da fáscia é a liberação miofascial. Essa técnica consiste em uma massagem que aplica pressão em partes específicas do corpo com o objetivo de relaxar e alongar os músculos.

A fáscia, quando problemática, perde a sua elasticidade e passa a ficar rígida, condição que favorece o surgimento de dores crônicas, fibriomalgia, problemas circulatórios, desvios de postura entre outros.

Liberação miofascial

Como ocorrem os problemas com a fáscia?

Quando essa capa membranosa normalmente maleável passa a sofrer alteração de modo a gerar incômodo? Quais as situações que favorecem um desgaste nesse tecido a ponto de modificar a sua estrutura?

A fáscia sofre desconforto com os impactos que provocam lesões corporais. Outro fator que contribui para o seu desgaste é o estresse derivado da má postura. Desgastes provocados por excesso de exercícios físicos também potencializa o dano na membrana, assim como o sedentarismo.

Até mesmo questões emocionais podem provocar alterações na forma da fáscia requisitando o uso da liberação miofascial.

Como fazer a liberação miofascial?

A liberação miofascial consiste na aplicação de pressão em pontos específicos do corpo que apresentem pontos hipersensíveis de dor com nódulos palpáveis. Esses pontos surgem com a concentração de toxinas ocasionadas pela rigidez da membrana afetando o funcionamento do sistema musculoesquelético.

Existem duas formas de pressionar esses pontos e fazer a liberação miofascial: manual e com instrumentos.

A manual obviamente diz respeito ao contato direto das mãos sobre as concentrações doloridas se valendo de técnicas de fricção, compressão, alongamento, deslizamentos, percussão e até vibração.

O estilo instrumental aplica o mesmo conceito, mas com a utilização de objetos, que podem ser um rolo de macarrão ou até uma bola de tênis. Contudo, existem instrumentos que foram especialmente desenvolvidos para esse tipo de massagem.

A diferença da liberação miofascial instrumental para manual é: dependendo da região do corpo afetada e do instrumento o esforço é menor. Outra vantagem que há áreas do corpo que somente instrumentos podem alcançar.

Quando fazer a liberação miofascial?

Não existe um período específico do dia para fazer a liberação miofascial. Depende muito do organismo de cada pessoa.

Alguns praticantes de exercícios físicos, por exemplo, preferem fazer a liberação miofascial antes de iniciar as atividades, pois entendem que a prática prepara os músculos para receber a carga e alinha a postura. Já outros preferem fazer depois do treino, pois alegam que o relaxamento posterior dos músculos potencializa os efeitos da atividade, além de melhorar a circulação sanguínea.

Dói fazer essa mensagem?

Ao se pensar nos efeitos relaxantes regenerativos, na finalidade da liberação miofascial, é normal pensar que não envolve dor. Contudo, a liberação miofascial provoca dor sim e nos primeiros contatos, nos minutos iniciais, pode ser intensa.

Não se deve perder de vista que estará tratando, aplicando força, em locais lesionados, com acúmulo de toxinas nocivas. Portanto, é natural que haja dor no princípio. Entretanto, o efeito relaxante com o passar do tempo é tão prazeroso que torna compensador se submeter ao estresse inicial.

Liberação miofascial

As contraindicações

Nem todos os casos de dores localizadas são passíveis de receber a liberação miofascial. Casos de hematomas, infecções e feridas abertas não são aconselháveis para receber esse tipo de tratamento.

Outras situações não indicadas para se aplicar liberação miofascial são as de pessoas que sofrem de deficiência circulatória aguda, hipersensibilidade de pele ou que faça tratamento anticoagulante.

Mais contraindicações:

  • Osteoporose;
  • Fraturas;
  • Diabetes descontrolada.

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