Língua Portuguesa

O que são sinônimos? Qual o significado? Entenda aqui!

Sinônimos são as palavras diferentes, que têm significado similar entre si. É o resultado de um dos fenômenos da linguagem, onde duas ou mais palavras relacionam-se entre si. Quando essa relação se dá através de um sentido de similaridade, chamamos esse fenômeno de sinonímia e com isso, temos os sinônimos. Caso a relação fosse de contrariedade, teríamos uma antonímia, resultando em antônimos.

Definição

  • Origem: Derivado do grego synonymum, que significa “que tem o mesmo nome, que tem o mesmo significado”.
  • Antônimo geral: Antônimo.
  • Separação silábica: si-nô-ni-mo.
  • Classe gramatical: Substantivo ou adjetivo masculino.

Alguns exemplos de sinônimos

Para entender e fixar melhor o que são sinônimos, é importante ver alguns exemplos de palavras com essa característica, segue abaixo algumas:

Antônimos

Os sinônimos possuem uma relação direta com os antônimos e são assuntos que geralmente caminham de mãos dadas quando são abordados em processos seletivos. Por isso, faz-se necessário saber distinguir um do outro.

Conforme mencionado acima, os antônimos, são as palavras que além de serem diferentes, denotam um sentido contrário uma da outra.

Exemplos: corajoso e medroso, feio e bonito, abrir e fechar, etc.

Qual a importância dos sinônimos?

Você já parou para pensar como seria ler um texto ou livro se não houvessem sinônimos?

Pois é… Eles não são apenas úteis, são necessários! Somos ensinados desde cedo, a sempre que possível, evitar a repetição de palavras. À medida que vamos ampliando nossa formação acadêmica, essa cobrança cresce cada vez mais, por isso, a utilização dos sinônimos em textos torna-se essencial, pois com eles, é possível utilizar diversas palavras para expressar uma mesma ideia sem a alteração do sentido geral do texto.

Ler também é importante

Para um uso eficiente dos sinônimos, é de suma importância que o autor possua um bom domínio da língua. Quanto maior for seu vocabulário, mais abundantes serão os recursos disponíveis, para incrementar seu trabalho. E uma das melhores formas de se adquirir vocabulário, seja qual for o idioma, é lendo um bom livro.

Aprenda mais sobre sinônimos e antônimos

Você também pode observar que, sinônimos e antônimos não se limitam a classes gramaticais. Temos: substantivos, adjetivos, verbos, etc. Praticamente em todas as classes gramaticais, é possível encontrar relações de similaridade.

A verdade é que, querendo aprofundar os estudos sobre o tema, existem diversos outros assuntos que acabam se relacionando com os sinônimos e antônimos. Alguns deles são:

  • Polissemia.
  • Homônimos.
  • Parônimos.
  • Denotação.
  • Conotação.

Polissemia

Podemos definir a polissemia como “palavra que possui muitos significados”, ou seja, são palavras que possuem diversos significados, mas com escrita e pronúncia iguais.

Exemplos: banco, gato, cabo, etc.

Homônimos

Diferentemente da polissemia, os homônimos podem ser definidos como “palavras diferentes que possuem a mesma pronúncia”, sendo assim, duas palavras que quando pronunciadas possuem o mesmo som, são chamadas de homônimas.

Por exemplo: cem e sem, taxa e tacha, espirar e expirar, etc.

Além disso, os homônimos podem ser subdivididos em:

  • Homônimos perfeitos (que possuem grafia e fonética iguais).
  • Homônimos homófonos (que possuem grafia diferente, mas fonética igual).
  • Homônimos homógrafos (que possuem grafia igual, más fonética diferente).

Parônimos

Os parônimos podem ser definidos de forma bem similar aos homônimos, da seguinte forma: “palavras diferentes, com escrita ou pronúncia parecida”.

Alguns exemplos: comprimento e cumprimento, flagrante e fragrante, estrato e extrato, etc.

Denotação e Conotação

A denotação e a conotação estão intrinsecamente ligadas, pois são antonímias uma da outra. Enquanto a denotação é a linguagem em que a palavra é utilizada em seu sentido literal, a conotação é a linguagem em que a palavra é utilizada em seu sentido subjetivo.

O grande problema da linguagem conotativa, é que ela abre margem para interpretações, por isso, seu uso é mais recomendado para obras literárias e publicitárias, ao passo que a linguagem denotativa deve ser a escolhida quando a produção tiver cunho referencial.

Exemplos:

  • Aquele homem é um gato! (Linguagem conotativa, sentido figurado)
  • O gato do meu tio fugiu essa noite. (Linguagem denotativa, sentido próprio)

Cuidado!

Note que, apesar dos sinônimos denotarem um significado equivalente, é possível que de acordo com o contexto, as palavras assumam uma conotação diferente na frase/oração, mesmo sendo sinônimas.

Por exemplo: as palavras “elevar” e “louvar” são sinônimas, mas nem sempre será possível substituir um termo pelo outro mantendo o sentido da frase.

  • Eu elevo a Deus. / Eu louvo a Deus.
  • Eu elevo o guindaste. / Eu louvo o guindaste.

É possível usar os dois termos em ambas frases, mas o sentido da segunda frase é modificado ao se mudar o sinônimo.

O fim dos sinônimos!

No livro 1984 – alerta de spoiler -, escrito por George Orwell e publicado em 1949, o protagonista (Winston Smith) vive em um futuro distópico, comandado por um governo totalitário, que controla todos os aspectos da vida dos indivíduos no país. O totalitarismo é tanto, que o governo está sempre desenvolvendo novas ferramentas para limitar o povo, tanto física, quanto intelectualmente, aumentando assim seu poder e controle.

Dentre muitas criações do governo, uma das que mais chama a atenção e que será abordada aqui, é a “novafala”. Um novo idioma, desenvolvido com o único objetivo de restringir o escopo do pensamento. A ideia principal do novo dialeto, é que quando ele estiver completamente implantado, as pessoas não terão palavras para conseguir expressar sentimentos negativos sobre o governo, limitando assim seu intelecto.

No período retratado no livro, a “novafala” ainda está sendo finalizada, por isso, a maioria dos textos, ainda são escritos tanto em “novafala” quanto em “velhafala”. Agora pulando para a parte que nos interessa, uma das mudanças mais curiosas que o novo idioma trás, é a remoção de todas as palavras com significados iguais. Exatamente! Nada de sinônimos!

Uma das principais características mencionadas no livro é que a “novafala” é o único idioma que diminui a quantidade de palavras todos os anos. Muitos desses vocábulos extintos são sinônimos de termos já existentes, logo, não precisam existir.

Intrigante essa ideia e abordagem do Orwell, concorda? Deixa a sua opinião aí nos comentários!

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