Medicina

Anisocitose: descubra o que é

Tem alguns termos que a gente só ouve na boca dos médicos, quando, por exemplo, estão conversando entre eles para agilizar a comunicação objetiva e não inteirar os pacientes sobre os problemas; procuram, assim, evitar a criação de preocupações desnecessárias na cabeça dos leigos. Uma dessas palavras e que será alvo de análise no presente artigo é anisocitose.

Nunca ouviu falar? É compreensível. Realmente é um termo que só os profissionais da saúde estão habituados, porque apesar de anisocitose indicar um problema, não é necessariamente uma doença.

É um sintoma de uma possível anomalia por qual o organismo passa, um distúrbio, uma moléstia. É como se a anisocitose desse uma dica, fosse um rastro da causa que fez o paciente procurar a assistência médica.

Por essa razão, é natural que os médicos não comentem com os pacientes o diagnóstico em que a anisocitose é identificada, porque não se trata da doença em si, é apenas um sintoma que pode indicar mais de uma hipótese, e existem outros termos que explicam o efeito da anisocitose que são mais populares e de melhor assimilação para o público.

Quer descobrir quais são esses termos, o que afinal de contas significa anisocitose para não ficar boiando quando ouvir esse termo de novo? Continue conosco.

O que é anisocitose?

Como descrito acima, a anisocitose não é o nome de uma doença, mas descreve um sintoma decorrente de possíveis moléstias que tenham acometido o organismo.

Mas que tipo de alterações a anisocitose apresenta que a torna identificável, que manifeste um possível sintoma de uma enfermidade em curso?

Para entendermos que tipo de mutações esse sintoma revela, vale estudarmos a origem de seu termo, o significado em seu idioma original.

“Anisocitose” origina-se dos vocábulos gregos “anísos”, “kytos” e “ose”, que significam, respectivamente, “desigual”, “célula” e “aumento”.

Em tradução livre, seria algo como “aumento desigual de célula”.

Explica perfeitamente do que se trata esse vocábulo. É a detecção de diferença significativa do tamanho das células, de algumas células, especialmente nos glóbulos vermelhos.

A diferença de tamanho pode se dar tanto em forma crescente como decrescente, isto é, aumento para mais ou para menos. Cada uma das situações recebe um nome próprio. Macrocitose para as células maiores, microcitose para as células menores.

O que a anisocitose pode indicar?

Essa anomalia nas células pode ser indicativo de uma alimentação deficiente que provoque anemia, dieta pobre em vitaminas e minerais importantes para o nosso organismo ou em razão de quadro anêmico causado por doenças crônicas, como as renais e hepáticas.

Tabagismo é outro fator que pode influenciar o desenvolvimento de anisocitose. O mesmo pode ocorrer com o consumo excessivo de álcool.

Listando as causas mais comuns, então, resumimos da seguinte forma:

  • Anemia;
  • Dieta pobre em vitaminas e minerais importantes para o organismo;
  • Doenças renais e hepáticas;
  • Tabagismo;
  • Consumo excessivo de álcool.

Consequências da anisocitose

Se esse problema não for tratado, o estado clínico do distúrbio pode ocasionar agravamentos sérios e prejudicar muito a qualidade de vida das pessoas.

Caso a causa do distúrbio seja fruto da baixa concentração de hemácias, aumenta-se a chance de provocar problemas cardíacos, pois havendo um déficit de hemácias necessárias para transportar hemoglobina, o coração ficará sobrecarregado. E sobrecarga nesse órgão importante possibilita o surgimento de arritmias, sopro, insuficiência cardíaca e até aumento do órgão.

Sintomas

Há alguns sintomas e indícios de que a pessoa pode estar sofrendo alterações, mudanças no tamanho das células, nos glóbulos vermelhos. Esses sinais geralmente se manifestam da seguinte forma:

  • Dor de cabeça;
  • Arritmia cardíaca;
  • Problema para respirar;
  • Dor no peito;
  • Falhas de memória;
  • Sensação de frio;
  • Cansaço, fadiga;
  • Dores musculares.

Como se diagnostica anisocitose?

Para identificar esse problema no organismo, os médicos, após a exposição e análise dos sintomas por parte dos pacientes, solicitam alguns exames para descartar ou confirmar hipóteses, que incluem a anisocitose.

O exame requerido para avaliação do tamanho dos grupos de células é o hemograma, exame de sangue detalhado para verificar a presença de substâncias nocivas e alterações preocupantes. Um dado importante para o diagnóstico de anisocitose é o Volume Corpuscular Médio (VCM).

Esse medidor serve para avaliar a média do volume das hemácias. Existindo uma diferença considerável de tamanho entre alguns grupos de glóbulos vermelhos, o exame apontará e fornecerá dados para que o médico possa chegar à conclusão se é um caso típico de anisocitose e, assim sendo, sinal de anemia ou de outra enfermidade.

Tipos de anisocitose

Existem níveis diferentes de anisocitose. São três graus de gravidade.

O primeiro é chamado de anisocitose discreta e é representado nos exames desse modo: “+”.

Esse grau indica que a alteração do tamanho de determinados grupos de células se encontra na faixa de 25% de sua constituição padrão.

O próximo nível é chamado de anisocitose moderada e é representado nos exames com este símbolo: “++”.

Essa variante tem como característica apresentar grupo de células com alteração de estrutura que compreenda até 50% da composição habitual desses tipos de células de sangue.

O terceiro grau é nomeado como anisocitose acentuada. Ao ser diagnosticado no hemograma via Volume Corpuscular Médio, é representado como: “+++”.

É o tipo cujas células de determinado grupo exibem modificação estrutural bem acima do padrão, manifestando desuniformidade que alcance até 75% da composição natural das células.

Essa última é acompanhada de problemas clínicos considerados graves, sendo causa de boa parte da procura por apoio hospitalar por parte das pessoas que sofrem com problemas que originam a anisocitose.

A quarta variante

Há ainda uma última variante dos sintomas e que é tida como o caso mais grave, severo, agudo, representados nos exames com os sinais “++++”. É o caso em que as células que estão com sua estrutura fora do padrão substituem por completo o grupo considerado normal.

Mas esse extremo de anisocitose é um caso considerado pela comunidade médica como excepcional, ou seja, muito incomum, fora do padrão, raro.

Considerações finais

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