Filosofia

O que é amor platônico? Conceito e definição

Amor platônico

A maioria das pessoas está em busca de um amor que as complete. Segundo filósofos famosos, o amor platônico seria o ideal de amor que um ser humano deveria ter na sua vida. Mas o que é esse amor? Como sentir esse amor? Ele faz mal? A pessoa sofre com ele? Vamos entender algumas questões importantes sobre esse sentimento.

Muito se fala sobre o amor, mas poucas pessoas conhecem as diferenças e os tipos que existem. O amor platônico é um tipo de amor, que já foi sentido por muitas pessoas, que nem sequer sabiam o que estavam sentindo.

Conceito e definição sobre o amor platônico?

O amor platônico é um tipo de amor, onde não existe o interesse sexual pelo objeto amado. Existe amor em diferentes relações afetuosas como uma amizade sincera, por exemplo, onde independe o sexo de cada pessoa.

Outra definição que é atribuída a esse tipo de amor é a impossibilidade dele se tornar real, é aquele famoso amor não correspondido sabe?

Pessoas que sentem esse tipo de amor, tendem a ficar nessa eterna fantasia de amor não correspondido, para não ter que sair da realidade e de repente se deparar com um objeto amado, totalmente diferente do que idealizou, se machucando muitas vezes.

Pela primeira vez, por volta do século XV, o filósofo neoplatônico Marsilio Ficino utilizou o termo platonicus como um sinônimo referente ao amor socrático. Essas expressões se referem a um amor mais focado na inteligência do objeto amado e não somente no seu aspecto físico.

Mais tarde, essa teoria foi confrontada com a obra Amantes Platônicos, onde se afirma que a raiz de todas as virtudes observadas no ser humano são provenientes do amor.

Para o próprio Platão, o amor era um sentimento desprovido de paixões, porém carregado de pureza. O interesse pelo objeto amado se fundamenta principalmente na virtude que carrega dentro de si. Resumidamente, o amor platônico significa o que a teoria de Platão defende, de que tudo o que existe no mundo real é uma cópia imperfeita do mundo das ideias. Isso quer dizer que esse amor se refere a absolutamente tudo que seja perfeito, mas que ainda não existe nesse mundo real.

Entende-se que ter esse tipo de amor é abnegar-se a tocá-lo, existe distância, fantasias e uma idealização exagerada, onde esse objeto amado é a coisa mais perfeita que existe, sendo o possuidor de todas as qualidades consideradas boas e sem defeitos que já existiram.

Amor platônico

Quem foi Platão?

Filósofo grego, um dos discípulos mais importantes de Sócrates, responsável por grandes obras como “O mito da caverna” e o “O banquete”, nesta obra, conseguiu desenrolar melhor sobre a concepção do que é o amor.

O amor platônico como ficou conhecido, significa a força e a motivação que temos para conservar toda a beleza que existe dentro de nós.

Essa beleza refere-se ao termo dualismo, que nada mais é do que uma corrente filosófica, onde acredita-se que a matéria e o corpo não podem se misturar jamais.

Elas até podem se juntar, mas misturar-se jamais. Para Platão, o ser humano possuía alma, esta inclusive fazia parte no mundo das ideias, enquanto o corpo ao plano material apenas. Para ele, a alma estava presa a um corpo limitado, corpo e alma estavam em realidades totalmente diferentes.

Erroneamente, interpreta-se esse amor platônico como um amor apenas espiritual. Na verdade o que Platão quis dizer é que o ser humano deve buscar o amor verdadeiro, aquele longe de promiscuidade, o amor de verdade. Para ele era válido os momentos de abstinência, pois era um defensor assíduo dos valores morais.

Fases do amor platônico

Quando ser humano se depara com a beleza do outro, surge dentro dele o amor. Esse amor pode ser definido como apenas um impulso ou a nossa própria determinação a conhecer e contemplar algo. De maneira gradual, existem fases onde é possível apreciar a beleza particular contida.

Confira a seguir como são essas fases e como funcionam.

Primeira fase da beleza corporal

Nesta primeira fase, ocorre o sentimento de amor incondicional, onde a beleza do corpo, pode evoluir para uma beleza geral.

Segunda fase da beleza da alma

Depois que o ser humano ultrapassa a fase da paixão pelo aspecto físico do seu objeto amado, ele começa a entrar na fase da paixão pelo interior da pessoa, isso inclui seus aspectos morais e culturais. Pode-se dizer que são os aspectos da alma da pessoa.

Amor platônico

Terceira fase da beleza da sabedoria

Nesta fase ocorre a condução do amor para o caminho das ideias, isso significa ir mais além do que a própria pessoa amada.

O ser humano que consegue superar essas três fases importantes, consegue acessar e adentrar a possibilidade de poder experimentar o amor chamado de supremo, ou seja, o maior de todos esses amores. Esse amor só é possível se você consegue experimentar o amor destinado à sua beleza em si mesma.

Nessa última fase, o ser humano vivencia e tem a experiência de viver um amor desinteressado, onde esse amor não é corrompido e nem sequer muda com o passar dos anos.

Como identificar um amor platônico?

Agora que você já sabe mais ou menos como funciona esse tipo de amor, deve estar curiosa para saber se está vivendo um tipo de amor platônico, não é mesmo?

Se você perceber que a sua pessoa amada, para você não tem nenhum defeito, então, levante a antena tem algo de errado aí. Lembra da teoria do mundo das ideias de Platão? Então, essa pessoa amada, para você é perfeita, do jeitinho que você imaginou.

Outra característica principal, essa é a mais grave delas, e que demonstra que você está em um amor platônico é quando a pessoa ou o objeto amado não te conhece, ou seja, não tem a menor possibilidade de responder aos seus questionamentos. E para você está tudo certo ser dessa maneira, porque você não faz questão nenhuma de ser visto.

Existe tratamento para casos graves, quando a pessoa acredita veemente que está sendo correspondida pela pessoa amada sem ao menos ter conversado com ela.