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Crisálida é uma fase do desenvolvimento de insetos

Famosa quando o assunto é o funcionamento das etapas biológicas vividas pelos insetos, a crisálida é o estágio de crescimento em que as borboletas praticamente não se mexem. Mas esta não é uma regra, pois algumas espécies conseguem se movimentar minimamente, além de também produzirem alguns sons. É nesta fase que o animal começa a alcançar o estágio mais avançado de sua evolução.

O que é crisálida?

A crisálida é a fase em que alguns insetos passam por uma transformação do corpo, também chamada de metamorfose. Esta etapa também é conhecida como pupa, e simboliza a fase de transição de uma larva até a chegada ao amadurecimento, o que normalmente acontece quando é registrada a chegada da borboleta. Ou seja, é cientificamente apontada como uma fase “adolescente”, em que o crescimento ainda não é completo.

A palavra crisálida é uma derivação do latim, em que o casulo é chamado de chysalida. Também há certas características da língua grega nesta denominação, o que questiona a origem do termo. Porém, trata-se de uma fase atravessada apenas por insetos holometábolos, que precisam passar por uma grande transformação no metabolismo. Também é o caso de abelhas e moscas.

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Características da crisálida

Apesar das variações destinadas a cada espécie, trata-se de uma fase em que os animais não costumam se movimentar e nem se alimentar. Eles ficam resguardados em uma espécie de cápsula, que normalmente também apontamos como casulo. Por lá, este animal fica protegido enquanto a genética corporal realiza todas as alterações necessárias para a próxima etapa da vida.

No caso destes animais, a metamorfose representa uma mudança absolutamente radical. Além do aparecimento das asas, as borboletas também sofrem grandes mutações no formato dos órgãos. Todos os setores internos do corpo passam por intensas reestruturações, o que torna a importância da crisálida ainda maior para a conclusão deste desenvolvimento.

Os principais itens desenvolvidos na fase de crisálida são as patas e as asas, que necessitam de um pouco mais de energia para o nascimento. Outro fator importante da metamorfose é a construção de todo o sistema tripartita, que consiste no crescimento dos órgãos relacionados a três setores do corpo: cabeça, tórax e abdômen. Estes pontos serão vitais para que a borboleta possa ter a performance completa.

Crisálida

Período de amadurecimento

Não há um tempo definido para a fase de crisálida. Tudo vai depender do organismo da larva, que pode precisas de poucas semanas ou até de vários meses para alcançar o desenvolvimento. Na fase final do processo, é normal que o próprio animal realize o rompimento do casulo, podendo sair naturalmente para viver o seu novo estágio.

Porém, há alguns fatores que podem influenciar diretamente no desenvolvimento destes animais. Um deles é a temperatura externa. É normal ver um grande volume de borboletas na primavera e no verão, certo? Isso acontece pois as larvas costumam retardar o seu amadurecimento, esperando o momento ideal para aproveitarem o seu desenvolvimento. Dessa forma, elas permanecem no casulo até que sejam identificadas as melhores condições climáticas.

A metamorfose dos insetos

Para entender melhor a necessidade da metamorfose proporcionada pela crisálida, é interessante conhecer os tipos de transformações enfrentadas na vida dos insetos. É interessante notar que o desenvolvimento do corpo sempre será benéfico ao animal, que poderá aproveitar um corpo muito mais desenvolvido de acordo com o tempo de vida útil que lhe resta.

Ametábolo

Os ametábolos são, justamente, os insetos que não passam por nenhuma mudança durante o processo de crescimento. Sempre que saem do processo de reprodução, já admitem a mesma forma física que os membros da espécie. Um dos exemplos mais famosos é o de traças dos livros, um inseto pequeno que costuma aparecer nos mais diferentes espaços de uma casa.

Hemimetábolos

Este segmento de animais é praticamente um meio termo entre as possibilidades de expansão do corpo. Consiste em uma evolução gradativa, que também pede etapas para consolidação. Mas nesse caso, o animal não precisa se isolar do convívio para reconstruir a estrutura de seu exoesqueleto. Normalmente começam minúsculos e vão desenvolvendo o corpo com asas e outras características, como é o caso das baratas.

Holometábolos

Trata-se do desenvolvimento indireto completo, cuja a fase de metamorfose é a mais notável. Após sair da fase de gestação, estes animais normalmente ainda estão em uma fase de menor expansão corporal, como é o caso das larvas. Apenas na evolução da fase adulta, eles terão a possibilidade de assumir novas características. É neste grupo que entra o processo de crisálida, em que o animal fica alojado no casulo até assumir estas novas transformações.

Crisálida

Última etapa de desenvolvimento

Normalmente, as lagartas costumam permanecer na fase da crisálida aproveitando os próprios nutrientes, que são repostos da mesma forma. Também é comum ver o casulo preso de alguma forma às árvores, seja por meio de um pequeno fio de seda ou qualquer outro elemento. Essa movimentação é muito importante por conta dos fortes ventos e das chuvas, que podem atrapalhar o processo.

Mas também é fundamental destacar que a crisálida não pode ser interrompida antes de sua conclusão. Os insetos não costumam resistir a uma má formação dos órgãos e das estruturas físicas, o que vai resultar no falecimento do animal. Por isso, os casulos ficam posicionados de forma estratégica, com luz suficiente e pouca possibilidade de outros animais atrapalharem o processo.

Na vida adulta das borboletas, por exemplo, já é permitida uma movimentação muito mais constante, onde o animal pode focar em voar e seguir a sua reprodução. Toda a forma de viver muda, pois a larva era acostumada com uma alimentação mais líquida (baseada no néctar de flores e frutas em decomposição). Com a ausência das axilas, elas passam a sugar o alimento pela via oral.

Dependendo da espécie de inseto, é possível permanecer vivo de cinco dias a um ano após o encerramento da crisálida. E ainda há uma curiosidade: a cor da larva não altera em nada as cores que a borboleta apresentará posteriormente. Estes tons são definidos apenas no casulo por conta de uma combinação genética que não pode ser percebida na fase anterior.

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