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Conheça o cachalote, maior animal com dentes que existe

Cachalote

Cachalote é um nome engraçado, mas se você já viu ou leu “Moby Dick” sabe que não tem muito motivo para rir. Ou você chora com o drama vivido por algum desses animais ou fica com o rabo entre as pernas devido à magnífica imponência do animal marinho.

Sim, a baleia protagonista do romance de Hermann Melville é um cachalote, uma variante da espécie, um cachalote albino.

Mas para você que não viu ou leu essa fantástica obra (pobre de você) talvez não tenha uma noção sobre o porte desse animal marinho.

Cachalote é um “big” cetáceo, um mamífero cientificamente chamado de Physeter macrocephalus cuja versão adulta masculina pode chegar a medir até 20,5 metros. O peso total dessa “criança” de tal envergadura chega fácil à marca 57 toneladas.

Números que o colocam entre os maiores animais da classe dos mamíferos. Apesar de ser conhecido como uma baleia, o cachalote não pertence a família das chamadas “baleias verdadeiras”. Elas se diferenciam por não ter dentes. É confundido majoritariamente como baleia dentada devido às dimensões superlativas.

Esse cetáceo já foi muito valorizado comercialmente e na verdade ainda o é. Ocorre que para evitar o risco de extinção da espécie a captura desse tipo de animal é motivo de censura nas relações mundiais de comércio.

Características do cachalote

O cachalote tem protuberâncias arredondadas identificadas na parte traseira. Sua barriga costuma ter manchas brancas e sua pele pode variar do azul-escuro, cinza ou marrom. Suas nadadeiras são pequenas.

As dimensões monumentais do cachalote se explicam devido a um fluído escondido no crânio do animal. Esse fluído branco se chama de espermacete. A espécie chegar a conter 2 mil litros desse fluído. No entanto, apesar de se saber que é a provável causa do gigantismo do cetáceo, não se sabe exatamente a função desse líquido. Infere-se que possa ser esperma, mas não se chegou a uma conclusão a respeito.

O espermacete, no auge da caça ao cachalote para fins comerciais, já foi muito utilizado para iluminação e lubrificação.

Por ser o local que abriga esse líquido, a cabeça do cachalote constitui um terço do comprimento do animal. Estima-se que apenas a cabeça represente mais de um terço do peso total.

Os machos da espécie chegam a alcançar 20 metros e as fêmeas, 12 metros.

Como citado acima, é um erro classificar o cachalote como uma baleia, pois não é uma baleia verdadeira. Prova disso é que a mandíbula de um cachalote conta com 36 a 50 dentes de tamanho expressivo.

Comportamento do cachalote

O cachalote vive em todos os oceanos. Contudo, nota-se presença mais constante de machos tanto em águas de climas tropicais como de regiões mais frias. Já as fêmeas e filhotes costumam ficar em águas de climas mais elevados, geralmente próximos ao equador.

Outra característica do cachalote é o de navegar pelos oceanos sempre acompanhados de outros animais. Os machos andam sem problemas com animais de outras espécies, já as fêmeas não são de se misturar. Cachalotes andam apenas em grupos de 15 a 20 integrantes.

As fêmeas são mais fáceis de identificar em locais específicos por ter comportamento mais sedentário do que os machos. Estima-se que o período de gestação de um cachalote fêmea seja de 14 e 16 meses.

Cachalotes, não importa o gênero ou região, costumam ser encontrados em áreas de águas profundas e abundantes em biodiversidade.

Cachalote

Risco de extinção

O cachalote foi caçado incessantemente nos séculos XVIII e XIX. Chegou a sofrer sério risco de extinção e por isso leis ambientais proibindo sua caça tiveram que ser adotadas. Contribuiu para a eficácia das restrições o surgir de alternativas para suprir a falta de uso de partes do animal, principalmente o líquido branco, em trabalhos do cotidiano. Isto graças ao desenvolvimento tecnológico.

Apesar da caça ao cachalote ter tido seu momento de alta em séculos passados, a prática não deixou de existir nos séculos subsequentes, inclusive no atual. O cachalote atualmente não se encontra em risco de extinção, contudo faz parte dos grupos de riscos que podem entrar nessa categoria.

Por isso, a fiscalização e a criação desses animais em condições adequadas continuam essenciais para garantir a sobrevivência e perpetuação da espécie.

Não se sabe ao certo quantos cachalotes existem atualmente. Há cálculos que apontam números que variam de 200 mil a 2 milhões. Ou seja, números bem imprecisos e a dificuldade de fazer o cálculo se deve a profundidade em que esses animais vivem no mar e por estarem espalhados por todos os oceanos.

A expectativa de vida também pode ser um complicador a se considerar. Cachalote costuma viver cerca de 80 anos.

Curiosidades sobre o cachalote

O tamanho do cérebro de um cachalote é superior ao de qualquer criatura conhecida no planeta. O espermacete localizado em seu crânio era utilizado na iluminação porque servia como base na formação de velas.

O âmbar-gris também é outra substância extraída do animal e considerada de grande valor.

Como dito anteriormente, o cachalote costuma viver nas profundidades dos oceanos. Colocando números a essa profundidade, o cachalote chega a descer quase 1 km.

A capacidade de prender a respiração desse animal marinho é impressionante. O cachalote consegue ficar sem respirar quase uma partida de futebol inteira, portanto, por quase 90 minutos.

O cachalote não é uma baleia, apesar de muitos confundirem. Ele pertence à mesma família dos golfinhos, assim como a orca.

O cetáceo tem quatro estômagos, por isso é capaz de ingerir lulas gigantes vivas.

A espécie ficou mundialmente famosa graças ao clássico de Herman Melville e a posterior adaptação ao cinema: Moby Dick. Mas ao contrário do que muitos pensam o enredo do livro não é fruto apenas da prodigiosa imaginação de seu criador. O enredo foi baseado em um caso real envolvendo a espécie que ganhou repercussões nos jornais de sua época.

Consta que o cachalote albino retratado no livro existia na Ilha de Mocha, no Chile. Por esse motivo, se chamava Mocha Dick. O caso ganhou repercussão na imprensa devido às batalhas ferozes dos caçadores e do animal que acabaram sendo registradas na imprensa.

O caso chamou a atenção do escritor que se inspirou para construir a que seria a sua obra-prima no mundo literário.

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