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O que são trolls? Como fugir deles?

Trolls

Navegando pela internet, nos fóruns de discussão, comunidades, redes sociais, sites noticiosos etc, você provavelmente já ouviu o termo “trolls” e até sabe que está ligado a um comportamento negativo, que recebe uma associação negativa e que para bem da discussão, seja qual for, devem ser evitados ou não se deve reproduzir o comportamento que caracteriza-os.

Mas você sabe explicar, definir, identificar o que são trolls? O que esse termo significa exatamente, qual a sua origem? E principalmente: sabe como não morder a isca, como evitar os trolls?

É o tema dessa postagem, apontar o tipo de comportamento comumente associado as pessoas que são identificadas como trolls na rede, explicar a origem desse termo e fornecer dicas de como evitar cair nas armadilhas desses tipos que não estão nem um pouco a fim de gerar reflexões saudáveis e construir pontes, mas só ver o mundo pegar fogo.

Saiba mais sobre os trolls prosseguindo na leitura.

Confira os tópicos abaixo.

A origem da terminologia

Para quem gosta ou conhece um pouco sobre estórias da terra média, anões, elfos, dragões etc, mesmo que não tenha lido ou visto uma obra inteira sequer sobre o assunto, pode ter a impressão que o termo se refere a uma horda de monstros bestiais correndo para o ataque certo em fileiras espumante de cólera e brutalidade, pode achar que se trata de algo com ligação a obra máxima de Sir J. R. R. Tolkien, O Senhor dos Anéis.

Tal impressão não está errada de todo. De fato o termo trolls era usado na sua forma original para designar monstros do folclore escandinavo, como gigantes brutamontes selvagens e pequenos goblins, que poderiam ser reconhecidos pela violência e maldade, mas não pela inteligência.

Nos EUA, a palavra é usada para se fazer uma associação a uma técnica de pesca. Emprego do termo com vinculação mais direta ao contexto em que o vocábulo é recorrido na internet para identificar determinado tipos de perfis.

Trolls

A mistura perfeita

As duas associações caem bem para designar certos comportamentos na web que não têm finalidade de produzir nada de produtivo, talvez ambas tenham tido influência para a escolha do termo que veio a imortalizar os tipos em questão.

O fato é que a que teve mais peso para a escolha foi a forma empregada pelo Yankees.

Isso porque o troll de internet tem como característica “lançar uma isca” para que um ingênuo ou incauto a morda e, dessa forma, ser pego na armadilha. Essa tática derivou a gíria empregada na web, inspirada na expressão “trolling for suckers”, traduzindo seria algo do tipo “lançando isca para trouxas”.

O que são os trolls da internet?

Os trolls da web são aqueles tipos de pessoa que entra em uma discussão polêmica, ou promove uma discussão polêmica, não esperando chegar a uma conclusão, convencer pessoas, adquirir outros pontos de vista, o objetivo primário é irritar os demais participantes da conversa, tirá-los do sério, vê-los perder as estribeiras, tirar a discussão do rumo equilibrado, propositivo.

Para alcançar tal fim, os trolls usam de algumas expertises, as citadas iscas para pegar ingênuos, incautos, trouxas: fazem perguntas estúpidas que sabem que vão provocar forte reação imediata, ou usam argumentos estapafúrdios para defender teses controversas sobre assuntos sérios.

Eles sabem que o que estão dizendo é puro disparate (ao menos no princípio do fenômeno que veio a ser classificado como trolls, hoje, existe o tipo que tem ciência da total falta de nexo com a realidade com os assuntos e teses que defende, mas se tornou um gênero de troll, uma tribo entre um universo cada vez maior, pantanoso e caudaloso. Daremos mais detalhes adiante) e por isso muitos utilizam contas fakes, perfis falsos, com fotos genéricas que não revelam as suas identidades, desse modo evitando que se faça associação com os absurdos que proferem a imagem real deles.

E qual o sentido disso?

No início desse fenômeno, o foco era o humor. Os trolls se divertiam (e ainda se divertem) em testemunhar uma pessoa inicialmente disposta a debater de modo sério refutando com a mais profunda indignação os disparates que propagam, acreditando realmente que os autores de fato acreditam, dão crédito as palavras que digitam.

Essa é a pegadinha.

Fazer o outro levar a sério pautas, argumentos, discussões que jamais fizeram parte das convicções ou preocupações dos autores, dos trolls.

E o verbo é utilizado no passado, porque com passar do tempo, foram surgindo outras categorias de trolls que com certeza estão mais próximos das lendas escandinavas. Os que fazem apenas pelo humor, pela “trollagem” (derivação inspirada pelo comportamento troll de pregar uma peça em terceiros. É sinônimo de “zoeira”) continuam na ativa e são muitos, mas outros adotam esse comportamento em razão de fanatismo (seja político, religioso, esportivo etc), necessidade de autoafirmação, vadiagem ou até por causa de distúrbio psicológico.

O troll fanático, por exemplo, não só adota essa postura pelo humor, mas para semear a discórdia, ver grupos contrários arderem de raiva. É o tipo que profere absurdos acreditando mesmo que correspondam a realidade factual, mas sabem que se ditos em determinados locais de discussões que antipatiza será motivo de forte execração.

Trolls

Os tipos de trolls

Os chamados trolls conseguem pregar suas peças de variadas maneiras.

Há aqueles que preferem ver apenas o circo pegar fogo. Lança um tema polêmico em local que sabe que há pessoas que defendem lados opostos e, sem participar de fato da discussão, alimenta a discórdia introduzindo mais temas polêmicos relacionados ao primeiro que lançara. Fica assistindo de camarote a formação de gastrites alheias.

Também há o estilo de troll que sente prazer em fazer uma pessoa intelectualmente mais avançada que o próprio se rebaixar apelando para xingamentos e ameaças.

Há o estilo chato, insistente que repete os mesmos argumentos absurdos em novas roupagens até que o debatedor se canse e desista do debate.

Como fugir dos trolls?

Ao notar esse comportamento em que a pessoa do outro lado da tela não se rende a lógica mais evidente, cristalina, axiomática, comportando-se, portanto, como (e provavelmente sendo),  um troll, não alimente a discussão, ignore-a, vá fazer outra coisa da vida, ela é curta, se desgastar tanto assim para quê?

Se a conversa fugir do tema original e abordar outros assuntos polêmicos, também saia dessa, respirar ar puro e ver o sol lá fora vale mais a pena do que bater boca com tipos que não estão dispostos a refletir, apenas se divertir com a sua revolta, com sua ira.

Se estiver dentro um grupo, uma comunidade, denuncie o troll para o moderador, isso é mais eficaz do que continuar o falso debate.

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