Língua Portuguesa

O que é proficiência? Qual o significado?

Na educação, o termo proficiência é usado de várias maneiras, mais comumente em referência a níveis de competência, escalas e pontos de corte em testes padronizados e outras formas de avaliação. Dentre os modelos de avaliações estão os alunos atingindo ou não atingindo níveis de proficiência determinados por testes e avaliações, alunos que demonstrem ou não demonstrem proficiência em relação a padrões de aprendizagem e professores considerados proficientes ou não proficientes em avaliações de desempenho profissional.

Definição de proficiência

O dicionário define a palavra proficiência como um substantivo que trata da qualidade de ter grande facilidade e competência em algo. É o domínio de um comportamento específico ou habilidade demonstrada pelo desempenho consistentemente superior, medido em relação a padrões estabelecidos ou populares.

Outros dicionários resumem o termo como habilidade, melhoria, ciência ou progressão do conhecimento. Já a proficiência, técnica (substantivo), trata da habilidade no comando dos fundamentos derivados da prática e da familiaridade.

Proficiência na educação

Para entender como a proficiência funciona em contextos educacionais, é importante reconhecer que todas as determinações de proficiência são baseadas em alguma forma de padrão ou sistema de medição, e que os níveis de proficiência mudam em relação direta às escalas, padrões, testes e métodos de cálculo usados para avaliar e determinar proficiência.

Portanto, é possível, por exemplo, alterar a percepção de proficiência, diminuindo os padrões ou pontos de corte nos testes, ou ainda ignorar que dois sistemas de proficiência distintos – e, portanto, incomparáveis – estão sendo comparados lado a lado, embora diferentes padrões, testes ou métodos de cálculo foram usados para determinar a proficiência.

Como o nível de proficiência pode divergir significativamente de sistema para sistema, de estado para estado, de teste para teste, de escola para escola e de curso para curso, ou de ano para ano, quando são feitas mudanças nos padrões de aprendizagem e testes de acompanhamento, a proficiência em educação pode tornar-se uma fonte de confusão, debate, controvérsia e até engano.

A seguir estão algumas das principais questões relacionadas às determinações de proficiência em educação.

Altos padrões contra os baixos padrões

Uma fonte de debate está relacionada aos padrões sobre os quais uma determinação de proficiência é baseada e se os padrões estão sendo aplicados de forma consistente ou justa para produzir resultados precisos.

Alguns podem argumentar, por exemplo, que os padrões ou pontuações de corte para proficiência em um determinado teste são muito baixos e, portanto, os resultados do teste só produzirão “falsos positivos” – eles indicarão que os alunos são proficientes quando na verdade não são.

Um teste administrado no terceiro ano do ensino médio que reflita um nível de conhecimento e habilidade que os alunos deveriam ter adquirido na oitava série seria um exemplo geral. Como a proficiência relatada aumenta e diminui em relação direta aos padrões usados para determinar a proficiência, é possível manipular a percepção e a interpretação dos resultados dos testes elevando ou diminuindo os padrões.

Sistemas comuns versus sistemas distintos

Como a proficiência deve ser determinada por alguma forma de sistema de medição, como uma certa porcentagem de respostas corretas em um teste, as determinações de proficiência podem ser mais ou menos precisas com base na qualidade do sistema sendo usado, ou podem ser comparáveis (quando sistemas comuns são usados) ou incomparáveis (quando sistemas diferentes são usados).

Confusão pode resultar quando há discordância sobre os métodos sendo usados para determinar a proficiência, ou quando dois sistemas diferentes estão sendo comparados, embora os resultados não sejam comparáveis de uma maneira válida ou confiável.

Alinhamento e desalinhamento

Os níveis de proficiência também podem aumentar ou diminuir em relação ao nível de alinhamento entre um teste e o conteúdo realmente ensinado aos alunos. Por exemplo, se as escolas ensinam uma seleção de conceitos e habilidades que não são avaliadas em um determinado teste, os resultados podem produzir um “falso negativo” – ou seja, os alunos podem ter aprendido o que aprenderam, mas não foram testados, produzindo resultados enganosos.

A questão do alinhamento e desalinhamento frequentemente surge em debates sobre padrões de aprendizagem. Por exemplo, quando os estados adotam um novo conjunto de padrões de aprendizado, os professores precisam “alinhar” o que ensinam aos novos padrões. Se o processo de alinhamento é mal executado ou atrasado, os alunos podem fazer testes com base nos novos padrões, embora o que eles aprenderam ainda seja baseado em um conjunto mais antigo de padrões.

Aprendizagem e reportagem

Como descrito acima, pode ser possível que os alunos aprendam muito nas escolas, mas, ainda assim, parecem ter aprendido muito pouco, ou vice e versa, devido aos sistemas e padrões que são aplicados, ou devido ao desalinhamento de ensinar e testar.

A confusão e os problemas potenciais, portanto, podem derivar da tendência das pessoas de ver os resultados dos testes como medidas precisas e absolutas de aprendizado, em vez de indicadores relativamente limitados de aprendizado que podem ser potencialmente falhos ou enganosos.

Por exemplo, os alunos podem aprender habilidades importantes na escola, como resolução de problemas e pesquisa, que não são especificamente avaliadas pelos testes, ou podem ter aprendido um grande corpo de conhecimento, mas não o conhecimento específico avaliado por um determinado teste ou avaliação. Nesses casos, as taxas de proficiência nos testes podem apresentar apenas uma imagem parcial ou enganosa do que os alunos aprenderam. É por esse motivo, entre outros, que os especialistas em testes recomendam frequentemente que não sejam tomadas decisões importantes sobre os alunos com base em uma única pontuação no teste.

Níveis de proficiência apropriados versus inapropriados

Dadas as questões descritas acima, as determinações de proficiência também são objeto de debates relacionados à adequação ou inadequação de uma determinada escala de proficiência, padrão ou sistema.

As avaliações de professores são outro objeto de debate e controvérsia sobre esta questão, particularmente quando se trata de fatorar o desempenho do aluno em avaliações de desempenho. Os defensores do uso de indicadores de desempenho do aluno, como pontuações de testes, podem argumentar que é apropriado considerar o desempenho do aluno, uma vez que é um trabalho do professor melhorar o aprendizado do aluno.

Se a conquista acadêmica de seus alunos não for considerada, como é possível avaliar de forma precisa ou significativa o desempenho do professor? Os oponentes podem argumentar, no entanto, que o desempenho do aluno é influenciado por uma série de fatores fora do controle do professor, como experiências educacionais prévias do aluno, status socioeconômico dos pais do aluno ou a estabilidade e apoio presentes no ambiente familiar do aluno.

Consequentemente, seria inadequado responsabilizar os professores por fatores que estão além de sua influência ou controle. Nesses casos, os sistemas e determinações de proficiência podem ser debatidos ou contestados quando forem percebidos como tendenciosos, injustos ou desigual por um ou outro grupo.