Religião

Urim e Tumim: entenda seus principais significados

Urim e Tumim

Você provavelmente já ouviu falar em tarô e cartomancia no geral, assim como leitura de mãos ou quiromancia, e talvez até runas e I-ching. Mas você conhece Urim e Tumim?

É um sistema de adivinhação de Israel, muito conectado com o judaísmo, mas também com a religião Mórmon. Entenda mais abaixo.

Explicando Urim e Tumim

No sentido de adivinhação são duas pedras, que são descritas muitas vezes de tamanho diferente na bíblia. Elas são geralmente colocadas perto do peite e lançadas depois de se fazer uma pergunta. Então, com a leitura adequada, se obtém a resposta.

É essencialmente uma prática de adivinhação judaica. Embora essa seja sua descrição de uso, ninguém sabe ao certo, pois existem divergências e assim como na prática do tarô, várias maneiras para se obter a resposta. A única coisa certa é que Urim e Tumim é um sistema de adivinhação do judaísmo.

Existe quem diga que as pedras mudam de cor, para indicar o que se fazer ou não fazer. Mas você vai poder conferir todas as possibilidades no decorrer do texto.

Significado do nome de Urim e Tumim

Aqui existem divergências, mas significa Luzes e Perfeições. A divergência está na proposta de que o termo sejam sinônimos, isso é, as duas pedras se chamam Urim. Assim como as duas também podem se chamar Tumim. No entanto, a informação que se passa hoje em dia é que uma pedra se chama Urim e outra Tumim e isso não é comprovável.

Inclusive nas passagens bíblicas, geralmente só se utiliza o termo Urim para se referir às duas pedras, então fica ao critério de quem deseja interpretar. Lembrando que o final “im” remetem ao plural, assim como Elohim é o plural, (já que El significa Deus).

Interpretações do uso de Urim e Tumim

É possível encontrar passagens bíblicas onde as pedras são descritas como alocadas nos ombros de sacerdotes. Elas são descritas na cor dourada. No entanto, também são descritas como preta e branca e, inclusive, as utilizadas hoje em dia são assim.

Também é preciso considerar que os Mórmons e a Igreja de Jesus Cristo dos Últimos Dias cita que as pedras Urim e Tumim foram usadas por Joseph Smith para traduzir os dois livros. Joseph é o profeta da religião Mórmon.

Existem múltiplas maneiras descritas para se conseguir a previsão das pedras Urim  e Tumim, mas você poderá conferir os mais conhecidos abaixo:

Jogar a pedra

A pedra branca simboliza “sim” e a pedra preta “não”. Ao lançar as pedras após fazer a pergunta, aquela que caísse com a face virada para cima seria a resposta. Não existem explicações para caso ambas caiam na mesma direção, mas alguns estudiosos afirmam que isso significa que Deus não quer dar a resposta.

Cores diferentes nas pedras

Outras versões descrevem que as pedras mudam de cor, de acordo com as decisões que o sacerdote deve tomar, mas que só um iniciado saberia interpretá-la. Essa versão tem relação com a de Joseph Smith, pois as pedras dele brilhavam para guiá-lo na revelação de suas escrituras.

Ainda sobre as cores, existem versões que afirmam que as pedras brilhavam em doze cores diferentes, representando as doze tribos de Israel. Nesse caso, o sacerdote faria a pergunta e se fosse negativa nada aconteceria, mas se fosse positiva as pedras brilhariam.

Urim e Tumim

Urim e Tumim na bíblia

Você pode encontrar algumas passagens no novo e no velho testamento, mas elas são mais frequentes e explicitas no antigo, por conta de ser uma prática de sacerdotes judaicos e não cristã.

Em Números 27:21 o Tumim é citado, relacionado a sacerdotes, assim como em Esdras 2: 63 e Êxodo 28:30. Era comum utilizarem o termo lançar a sorte. Era um método em que sacerdotes tentavam se conectar com Deus e obter respostas.

No novo testamento também existem passagens sobre lançar a sorte, mas nada explicitamente sobre Urim, o que não significa que não havia mais a prática.

Urim e Tumim atualmente

A prática de cleromancia das pedras Urim e Tumim ainda existe, mas são presentes no cotidiano de adeptos do judaísmo mais ortodoxo. Não é um sistema muito divulgado e por conta disso a informação não escapa muito, principalmente no ocidente.

Assim como outras práticas de adivinhação como Tarô, Runas e I-Ching, a prática de adivinhação com essas pedras está em desuso. Existem dois motivos essenciais para isso.

O primeiro é que com o advento do cristianismo, religião que mais ganhou força no mundo, o judaísmo e suas práticas mais ortodoxas se tornaram mais raras. Principalmente as que possuem certo teor esotérico como é o caso dessa cleromancia.

O segundo motivo é que desde o iluminismo e com a ascensão da ciência, diversas praticas tidas como supersticiosas foram deixadas de lado pela maioria das pessoas. A astrologia, por exemplo, é tida por muitas pessoas como falsa, pelos avanços da astronomia, mas é interessante ressaltar que muitos astrônomos, inclusive Copernico e Galileu, eram astrólogos também e faziam isso para ganhar dinheiro (já que a ciência não era muito lucrativa na época).

Urim e Tumim na visão Mórmon

A religião Mórmon segue uma narrativa cristã, onde o profeta Joseph Smith tem uma revelação nos Estados Unidos. Ele precisava revelar e traduzir os livros que um anjo lhe mostrara. Para isso ele utilizava as duas pedras Urim e Tumim que brilhavam e traduziam do idioma misterioso para o inglês.

A religião ainda diz as pedras são presas em um arco de ouro (também pode ser descrito como de prata). Esse arco colocado no meio para sempre carregar as pedras. É interessante ressaltar que é exatamente da mesma maneira que uma das versões explica sobre os sacerdotes judaístas.

Considerações finais

Urim e Tumim são pedras e oráculos utilizados pelos sacerdotes do judaísmo, mas nada impede que outras pessoas queiram praticar essa cleromancia, embora o sistema seja fechado. Independentemente do seu funcionamento ser verdadeiro ou não, essa prática está presente na bíblia, especialmente no velho testamento e na religião Mórmon, de maneira que são complementares.

Assim como outras práticas de previsão, acabaram caindo no desuso e na descrença por parte de muitas pessoas, mas isso não retira o seu valor histórico, religioso e nem significa que não funcione (claro que também não significa que funcione).