Expressões em inglês

O que é spinner? Tradução e significado

Para alguns ele é apenas um brinquedo, para outros uma medicação contra males como o estresse ou a ansiedade e, simplesmente, pode ser apenas uma distração e passa tempo para os demais. Em todos os casos, porém, uma coisa o torna igual: o Spinner é bastante controverso e até mesmo contestado.

Esta distração que hoje vende aos milhões pelo mundo afora e não rende nenhum centavo à sua criadora – também chamado de Hand Spinner ou Fidget Hand Spinner -, consiste num mecanismo que, preponderantemente, tem três pontas, embora existam alguns com cinco e até duas pontas.

Não se sabe bem para o que serve

Fabricado em sua maior parte em plástico, com detalhes que podem ser em ferro ou aço, constitui-se em febre mundial para a garotada que tem entre 7 e 14 anos e, no Brasil, pode se encontrado em loja de brinquedos ou qualquer outra loja popular por valores que normalmente ficam abaixo dos R$ 10,00.

Não é o valor, portanto, que gera no Spinner sua maior controvérsia. É sua utilização, que, a rigor, não está definida para que serve. Simplesmente alguém o pega – e pode ser um adulto, de qualquer idade – em uma das mãos e fica ali girando entre os dedos. Ou na ponta de um dos dedos. Até encontrar outra alternativa para mantê-lo girando ou gerando qualquer que seja o movimento.

Pastor condena, padre defende

Quem nunca o utilizou entre os dedos, portanto, ou nunca o viu, não poderá mesmo ter noção do que se trata ou para que serve. No México, por exemplo, um pastor evangélico fez uma cruzada contra o Spinner e aconselhou às mães que não permitissem que seus filhos brincassem com esse brinquedinho esquisito. “Isso é coisa do demônio, é satânico”, acusou ele.

Em vídeo pela internet, entretanto, o padre católico Samuel Bonilla, muito conhecido como Padre Sam, deu recomendação exatamente oposta. “Não vamos satanizar gratuitamente tudo aquilo que não conhecemos”, disse Padre Sam. “É apenas um brinquedo, uma distração”.

Brinquedo que lembra o velho yo yo

Este episódio mexicano deixa claro que o tal brinquedinho pode despertar amor ou ódio. Depende da forma como é encarado. Diante dessa polêmica, um pai mexicano decidiu testar o brinquedo que sua filha de 8 anos leva para a escola, assim como todas suas coleguinhas.

Ficou um dia inteiro com o Spinner entre as mãos, rodou à vontade, e no fim do dia concluiu que não viu nele nada demais. “Apenas uma diversão, um passa tempo”. E disse que se lembrou muito do yo yo, brinquedo de sua infância. “O yo yo sobe e desce e este anda para os lados, esta simplicidade é que talvez provoque tanta emoção e curiosidade”.

Opção para esquecer do seu celular

Entre médicos e terapeutas, também não há unanimidade. Tem os que condenam o Spinner, os que o aprovam e os que não veem nada demais, apenas uma distração. Uma das observações interessantes feita por um terapeuta é que esse brinquedo pode ser interessante para distrair pessoas que desejam largar um vício, como o de fumar.

Ou para distrair aquelas pessoas que têm o hábito de sempre estar com o celular na mão, mexendo e brincando sem saber exatamente para o quê. Para este profissional, o Spinner pode ser excelente, porque vai manter a pessoa ocupada por algum tempo, fazendo-a esquecer do celular, até que perca a vontade de manuseá-lo.

Relaxamento para alguns profissionais

Outro aspecto interessante, é que o Spinner tornou-se febre também em escritórios de profissionais que trabalham com a exigência de grande concentração. Por exemplo, entre pessoas que operam ou trabalham com computação, incluindo analistas de sistemas. Neste caso, ele é uma espécie de aparelho para relaxamento.

Entre uma atividade e outra, o profissional pega o Spinner e, até de forma inconsciente, começa a girá-lo entre os dedos e a fazer peripécias, numa espécie mesmo de técnica de distração. Ou seja, o tal brinquedinho é mesmo um sucesso.

Nada rende à sua inventora

Menos para dona Catherine Hettinger, uma senhora de 62 anos que nasceu e mora na Flórida, nos Estados Unidos. Foi ela que criou o Fidget Spinner, em 1993, como forma de se comunicar com sua filha Sarah. Catherine sofre de miastenia, uma doença que afeta os músculos, e a invenção a manteve ativa e fez com que pudesse se comunicar com a filha.

O invento chegou a ser patenteado, mas, em 2005, a patente tornou-se pública porque ela não teve o equivalente a R$ 1.300,00 para renová-la nos órgãos adequados. Hoje ela simplesmente poderia estar milionária, tal a quantidade desses brinquedinhos que vendem por todo o mundo. “Estou feliz por ver o sucesso do meu invento”, disse recentemente numa entrevista ao The Guardian.

Mas, atenção para os embustes

Para algumas aplicações, os médicos dizem que o brinquedo começa a ser explorado como fraude, apenas com o objetivo de obter lucros. É o caso de algumas publicidades que anunciam o Spinner como adequado para o tratamento de crianças que possuam déficit de atenção.

Ele serve apenas como distração e não possui essa capacidade de recuperação emocional, ele não mexe com o sistema que fixa a atenção da criança, informa um especialista nesse assunto.

Próximo ao Natal, venda quintuplicou

Enfim, esse brinquedinho que vende aos milhões pelo mundo e faz um barulhinho hipnótico ao rodar, na definição de alguns, é a febre do momento. Na Espanha, a Amazon informou que este mês (dezembro) está vendendo cinco vezes mais do que há dois meses. E isso na venda pela internet, porque, na verdade, ele pode ser encontrado em qualquer lojinha de bairro.

O perigo, dizem também os especialistas, é que ele pode convencer o cérebro a largar o celular e ele tomar este lugar. Porque, ao ser uma atividade simples e que não exige nenhum esforço, o Spinner – ele próprio – pode converter-se em um vício. E, depois, para largá-lo, seria mais complicado.

Proibido em algumas escolas

Se bem que, como toda a febre que surge entre a garotada, este também pode estar com seus dias contados, a partir do momento em que vencer a curiosidade inicial. Como disse o pai mexicano, lembra um pouco o yo yo que, com o tempo, tornou-se tão esquecido que, hoje, somente os mais velhos podem lembrar-se dele.

Hoje, porém, ele reina absoluto. Uma professora de Madrid, na Espanha, disse que precisou confiscar alguns em sala de aula. Quando virou-se para a turma, quase toda garotada girava um Spinner sobre os dedos. Não teve outra alternativa. Nos Estados Unidos, sua entrada foi proibida em várias escolas. Está banido. Por ser barato e de fácil manuseio, entretanto, mantém-se como sucesso já há dois anos. Mesmo que balance entre o demônio e os santos.

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