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Disrupção é o nome dado à interrupção brusca de um processo

Disrupção

A palavrinha do momento no mundo empresarial, no mundo do empreendedorismo, é disrupção. A bem da verdade, “disruptivo” tem emprego mais recorrente, mas é da mesma família.

Hoje todo mundo está atrás da ideia disruptiva, é o que se cobra dos profissionais do mercado, é o que se estimula nos empreendedores, disrupção, ideias disruptivas. Quem faz disrupção sai na frente da concorrência, cria um novo mercado, se destaca, atinge o pico da montanha, é o cara a ser seguido.

Mas o que é disrupção, quem foi que inventou esse termo no mundo empresarial e quando virou moda?

Saiba dessas questões nos tópicos abaixo. Prossiga na leitura!

O que é disrupção?

Primeiro que, apesar de ter ganhado milhões de adeptos mundo afora mais recentemente, essa palavra é antiga e era usada em contextos diferentes do que o mais usado atualmente.

Vamos lá. Disrupção, consultando os dicionários mais atualizados, trata-se da quebra de uma linearidade, a interrupção de um curso normal de um processo. O famoso ponto fora da curva. Também tem um significado próprio para eletricidade: “restabelecimento brusco da corrente elétrica ocasionando faíscas”.

Ou seja, é uma ação de poder transformador, que modifica padrões de forma irreversível ou não.

Mas como relatado de começo, virou um termo fácil em círculos empreendedores e se tornou popular por ser associado a casos recentes de ideias bem-sucedidas.

Disrupção no mundo empresarial

Quando a disrupção, ou ideia disruptiva, é evocada no bate-papo de empresários, em palestras do segmento ou em reuniões de empresa?

A ideia disruptiva nesse contexto é utilizada para se referir a uma ideia revolucionária que colocou na praça um novo tipo de mercado, portanto, sendo pioneira. Também serve para designar ideias que modificam irrevogavelmente um segmento por isso, colocam o negócio na dianteira por fornecer um serviço único.

Por ter se tornado termo frequente e obsessão dos empresários de toda sorte de envergadura, passou a ser empregada de forma irônica ao se detectar uma ideia estúpida ou para se referir a qualquer ideia boa, mas não revolucionária.

Não se engane: disrupção é somente para a galinha de ovos de ouro, o pensamento divisor de águas.

Disrupção

Exemplos de disrupção no empreendedorismo

Caso não tenha ficado muito claro quanto ao contexto da disrupção no mundo dos negócios, vale citar alguns exemplos recentes e famosos onde o termo pode ser empregado tranquilamente.

Imagine você que, anos atrás, para que pudesse ouvir a música de sua preferência, precisava colocar em uma estação de rádio em um horário específico, colocar em um canal de TV que passasse música, mas em ordem completamente aleatória, comprar CD, DVD ou um aparelho portátil compatível com áudio MP3 ou baixar as músicas de sua preferência.

Mas que trabalho apenas para ouvir música, né? Imagine o impacto que causou a chegada de um serviço de música via streaming e gratuito como o Spotify.

Não precisa de rádio, TV, DVD, CD, MP3, nada. Basta acessar o programa no celular, selecionar a música do agrado e pronto, sair ouvindo. Todas as músicas que deseja em arquivos online acessíveis a qualquer hora do dia.

O Spotify é uma ideia disruptiva, causou disrupção, assim como o YouTube.

Sabe quem mais causou disrupção? A Netflix. É basicamente o mesmo cenário da música, mas direcionado a filmes e séries.

Voltando um pouco mais no tempo, o computador de mesa foi uma ideia disruptiva. Criou um mercado e revelou ao consumidor que ele tinha que consumir algo que nem sabia que precisava.

Quem empregou o termo pela primeira vez em contexto empresarial?

O primeiro a usar disrupção como um termo para descrever algo revolucionário no segmento empresarial foi um professor de Harvard chamado Clayton Christensen. Ele se baseou na teoria levantada pelo economista austríaco Joseph Schuumpeter lá pelas voltas de 1939.

Segundo essa teoria, o sistema capitalista vive de ciclos, inaugurados a cada revolução tecnológica ou industrial. Cada cicloacaba sobrepondo, destruindo o outro. Daí a “destruição criativa”.

Christensen avaliou que o segmento empresarial também vive de ciclos, pois acaba aproveitando as mudanças de ciclos, muitas vezes as provocando, para adaptar formatos ou criar novos a partir das inovações, ou seja, gera disrupção, ideias disruptivas.

Christensen usou o termo pela primeira vez em artigo em 1995 e depois passou a se aprofundar mais no tema em livros posteriores.

Disrupção

Quem tem medo da disrupção?

Medo e ódio. Disrupção, como já ficou bem claro, é praticamente sinônimo de mudança – e toda mudança gera desconforto. E tudo que é diferente também causa receio.

Traduzindo a disrupção para um sentindo mais prático, econômico, ao passo que cria novos mercados, propicia a entrada de novos atores, destrói ou torna obsoletos velhas ideias. Como sempre, uns saem ganhando outros perdendo.

Um exemplo recente: Uber. Introduziu um novo modelo de transporte que une prestação de serviço e trabalho cooperativo. Tornou muito mais simples e barato alugar o tempo de uma corrida até determinado local.

Mas quem não gostou nada disso foram os taxistas. Viram-se prejudicados com uma concorrência vista como desleal que não se submetia aos mesmos critérios que eles para circularem nas ruas como fornecedores de serviço.

Por isso, todos os grupos que, de alguma maneira, são afetados pelas mudanças tecnológicas, se sentem prejudicados e articulam algum tipo de resistência.

Mas como exatamente a disrupção causa transtornos?

Veja, é inegável que boas ideias proporcionam grandes avanços, mas também geram efeitos colaterais desagradáveis. Por exemplo, automatizar serviços, como montagem de peças, acaba tornando desnecessário o emprego de milhares de pessoas. Tornar alguns segmentos obsoletos costuma levar empresas à falência.

As novas oportunidades advindas da disrupção caminham de mãos dadas com o fechar de algumas portas, alavancado determinados grupos e prejudicando outros.

Quem são os disruptivos?

Quais empresas ou serviços atualmente são filhos e filhas diretas da disrupção?

Já citamos Spotify, YouTube e Netflix, mas sem dúvida não são os únicos “filhos da disrupção”. Também temos como resultado de ideias disruptivas:

  • Wikipedia;
  • Airbnb;
  • Easy-Taxi;
  • 99Taxi;
  • Google;
  • Apple;
  • Microsoft.

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