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O que são emoticons? Quando surgiram? Evolução e exemplos

Emoticons

Emoticons são muito familiares para quem usa internet. Mas você sabe exatamente o que são emoticons? Sabe como eles surgiram? Sabe quando usá-los?

Neste artigo vamos entender melhor o que são os emoticons, sua origem e como usá-los.

E você vai perceber que já utiliza essa forma de expressão não é de hoje. Muito provavelmente se você tem mais de quinze anos de idade, você é fluente nela. Na verdade, mesmo que você tenha cinco vezes mais que isso você deve ser fluente nela também – ou pelo menos “arranhar”.

E se hoje você é um usuário do Facebook ou do WhatsApp, certamente você utiliza esse recurso de expressão.

Então, hora da leitura!

O que são emoticons?

Por definição formal, ou seja, aquela que está no dicionário, emoticons são as representações das emoções através de expressões faciais pela junção de ícones ou de caracteres que estão disponíveis no teclado de um computador.

Essas representações são muito usadas em bate-papos virtuais e mensagens em redes sociais.

O próprio nome dessas representações já nos auxilia a entender do que se trata. É uma junção de emoticons – emoções, em inglês – e icons – ícones, também em inglês.

Trocando em miúdos, os emoticons são aquelas “carinhas” que fazemos usando apenas os caracteres que estão no teclado do computador. Entendeu? 😉

Emoticons

Quando e como eles surgiram?

Já foram divulgadas dezenas de histórias acerca do surgimento dos emoticons, mas a mais aceita remonta a 1982 na Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos.

Segundo essa narrativa, o primeiro emoticon a nascer foi o smiley 🙂 O professor Scott Fahlman foi o “pai” da mais famosa carinha.

O professor Fahlman e um grupo de colegas do departamento de física da universidade faziam parte de um grupo de mensagens virtuais online ainda muito primitivo e rudimentar.

Esse grupo de mensagens era usado principalmente para que os integrantes do grupo lançassem desafios científicos uns para os outros. Assim, enviavam mensagens contendo esses desafios para que os outros solucionassem o problema.

Contam que certa vez foi lançado um problema com o seguinte conteúdo: “Num elevador tem uma vela acesa presa numa das paredes e uma gota de mercúrio do chão. Então o cabo do elevador se rompe e ele cai. Neste caso, o que acontece com a vela e o mercúrio?”

Em resposta a tal enigma, um aluno brincalhão, enviou em tom de ironia uma mensagem alertando sobre a interdição de um dos elevadores. De acordo com a mensagem, teria sido feito um experimento de física no dito elevador.

A mensagem também dizia que o elevador estava contaminado com mercúrio e tinha sofrido danos superficiais causados pelo fogo. Por estes motivos, o elevador em questão estaria interditado para descontaminação e reparos. E ainda previa data e horário da liberação do elevador.

Embora a mensagem fosse apenas uma brincadeira, muitos usuários do grupo de mensagens levaram a sério e repassaram a informação para não usuários. Tal ocorrência trouxe muito transtorno para o funcionamento da universidade naqueles dias.

Por isso, o professor Scott Fahlman sugeriu que utilizassem símbolos para deixar claras as brincadeiras e as ironias e também para não deixar dúvidas sobre o que era sério.

Ele propôs que as mensagens de teor satírico fossem acompanhadas de 🙂 enquanto as mensagens sérias deveriam conter 🙁

Assim, nasceu o primeiro emoticon: o smiley, que ao longo dos anos iria ganhar uma dezena de variações.

Evolução do emoticon

Com o passar dos anos o uso dos personal computers ganhou mercado e adeptos ao longo do mundo.

Os sites de bate papo ganharam popularidade e as plataformas de bate papo também. A forma de comunicação entre as pessoas estava mudando.

A velocidade da informação era tamanha que as pessoas precisavam digitar cada vez mais e mais rápido, para que a conversa fluísse – e que fosse possível se comunicar com várias pessoas ao mesmo tempo.

Começaram a surgir as abreviações e surgiu quase um dialeto. Você virou vc, não virou naum – para evitar o uso do ~ – e as palavras foram ficando cada vez menores.

O uso dos emoticons começou a ganhar cada vez mais espaço e apenas o smiley não era suficiente para demonstrar emoções.

Veja alguns exemplos de emoticons mais populares:

  • O coração foi S2 e mais tarde evoluiu para <3 ;
  • ¬¬ é aquela cara de tédio;
  • As carinhas também podem aparecer assim ^_^;
  • E quantas vezes usamos o :´( para expressar profunda tristeza?

Emoticons

Quando os símbolos viraram desenhos?

A evolução dos emoticons foi inevitável e a união dos caracteres do teclado passou a formar imagens na tela.

Inicialmente, quando se digitava os caracteres, eles permaneciam em sua forma original. Hoje, para escrever este artigo usando a primeira versão de cada emoticon apresentado, foi necessário lançar mão de edição.

Quando digitamos no teclado os caracteres : e ) – juntos, sem o “e” no meio – automaticamente aparece o smiley 😊

Qual a diferença entre emoticons e emojis?

A diferença entre emoticons e emojis é muito comum e atinge quase todos os usuários desses recursos que procurar saber mais sobre eles.

Os emojis surgiram no Japão, na década de noventa. Foram criados por Shigetaka Kurita e são um conjunto de imagens prontas, disponíveis numa biblioteca.

Mais uma vez, o nome “emoji” sugere isso. Em japonês, “e” significa imagem e “moji” significa personagem. Em português, significaria “pictograma”.

Assim, atualmente a biblioteca dos emojis também abrangem os emoticons, mas apenas quando já aparecem na versão desenho.

Considerações finais

Quem nasceu após o avento da internet já nasceu familiarizado com essas novas formas de linguagem e de expressão.

Mas quem pertence às gerações anteriores precisou passar por um período de adaptação para utilizar adequadamente esses recursos.

Muito embora o universo dos emojis e emoticons seja bem difundido atualmente, algumas pessoas ainda tem dificuldade de interpretar o que cada um deles significa.

A internet vive pipocando mal entendidos e discussões porque alguém usa um emoticon inadequadamente e é interpretado de forma diferente da desejada – e vice versa.

Assim como qualquer língua, falada ou escrita, é necessário algum conhecimento dos interlocutores para que a comunicação seja plena. E com os emoticons não é diferente!