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Otaku: entenda definitivamente seu significado

Expressão bastante popular na atualidade, o termo otaku possui um significado que cada vez é mais utilizado. Vamos compreender melhor?

O que significa?

Expressão de origem japonesa, otaku quer dizer um fã radical de algum tipo de tema, esporte, programa de tv, dentre outros. No entanto, atenção. Esse é o significado do tema na cultura japonesa. Para o ocidente, existe outro significado. O otaku, para a cultura ocidental, mantém o fanatismo por algum tipo de anime ou mangá, sendo essa a sua abordagem básica e inicial.

No Japão, este termo costuma ser bastante empregado para pessoas que tem uma tendência ao isolamento social e a permanência em ambientes com jogos de videogame e animes, de forma obcecada.

No Brasil, de modo geral, o termo passou a ser utilizado para associar os fãs da cultura japonesa, em uma espécie de único identificador.

A cultura pop japonesa é objeto de bastante admiração em países como o Brasil, sendo os seus fãs os chamados otakus. Por sua vez, é bastante curioso observar que, no Brasil, otaku está relacionado apenas ao sexo masculino. Desta forma, as pessoas do sexo feminino que são fãs de animes e da cultura pop nipônica são chamadas de otome.

No Japão, o significado do termo é totalmente diferente.

Significado mais amplo do que os meros animes e mangás

Atualmente, o otaku é visto como um fã de qualquer elemento da cultura pop do Japão, sendo este o seu significado real. No entanto, algumas pessoas compreendem e defendem que o otaku precisa ser alguém realmente dominado pela cultura japonesa, totalmente imerso e inserido, de maneira tal que a cultura daquele país faça parte verdadeiramente do estilo de vida da pessoa envolvida.

Animes e mangás são dois elementos que certamente estão presentes no cotidiano de alguém que é considerado um otaku. Pode ser um começo para quem deseja se tornar um.

Será que você é um otaku?

Para ser um otaku, é necessário ter muita disposição e muito amor pela cultura japonesa. Desta forma, estar inserido no estilo de vida da cultura pop daquele país é bastante difícil. Não é uma tarefa fácil compreender diversos aspectos alheios, a priori, da realidade brasileira.

O idioma, certamente, é a primeira barreira. É claro que as redes sociais e a internet de modo geral facilitam de maneira drástica a absorção e o acesso a esse tipo de cultura, bem como a quaisquer outros. Em todo caso, não dá pra dizer que um otaku tem vida fácil de verdade.

Muito além do que gostar de anime e mangá

Os animes, espécies de desenhos animados japoneses, são bastante populares aqui no Brasil. De igual modo, o mangá é um tipo de quadrinhos, por assim dizer, que também é lido com frequência bem significativa. O mero fato de gostar de anime e mangá não quer dizer que a pessoa passa a ser considerada um otaku.

São muitos os brasileiros que assistem animes, por exemplo. Na televisão aberta brasileira, durante algum tempo, foi muito comum. Hoje em dia, não há mais tantos animes sendo apresentados em tv aberta, mas a facilidade do download na internet permitiu acessar nichos cada vez mais específicos por essa via.

Durante o começo do século, os jovens brasileiros foram inundados pela cultura japonesa, com Pokémon como uma verdadeira febre, que já havia se iniciado tempos atrás com outras séries, como Jaspion e Power Rangers.

Apenas ver essas séries não caracteriza alguém como otaku.

Características de um otaku

Uma das mais marcantes características de alguém que se defina como otaku é a inserção na cultura japonesa, inclusive em seu espaço físico. É só observar, por exemplo, o que acontece no caso dos quartos de alguém que é definido como otaku.

O quarto é totalmente dominado pela cultura nipônica, com adesivos, desenhos, máscaras e personalizações em geral, com vários ícones daquela cultura.

Na cultura japonesa, a imprensa do país tende a criticar com alguma frequência o otaku, chegando ao ponto até de vincular o otaku a queda da taxa de natalidade do país.  O argumento é de que o otaku é uma pessoa que evita ao máximo relacionamentos sociais reais.

Aceitação dos otakus no Ocidente

Há algumas dificuldades em ser otaku na sociedade ocidental, apesar de o número de otakus estar aumentando por aqui. Muitas vezes, o otaku é mal aceito ou mal interpretado, especialmente a partir de eventos socialmente voltados para a cultura japonesa.

Há uma certa intolerância com otakus, partindo-se do preconceito existente relacionado a animes e mangás, muitas vezes considerados como demasiado infantis para o público adulto. Outro preconceito está voltado para as fantasias e adereços usados pelos fãs, principalmente nesses eventos – são os chamados Cosplays.

O otaku é visto como alguém que ultrapassa os limites aceitáveis, tanto no Brasil quanto fora dele.

O dia-a-dia otaku

Um otaku faz parte de uma tribo urbana, por assim dizer. Especialmente em grandes metrópoles, o otaku pode comparecer a eventos temáticos, com diversos aspectos vinculados a essa cultura, como Cosplay, games, dentre outras relações com animes e mangás.

O otaku brasileiro não está, necessariamente, atrelado a falta de vida social, característica marcante do otaku do Japão. Aqui no Ocidente,  um fã de cultura japonesa já se adequa ao conceito de otaku. Ver muitos animes durante o dia, ler mangás e estar ciente das últimas novidades da cultura pop japonesa são alguns dos pré-requisitos de um dia-a-dia otaku.

Ser otaku é uma escolha

É necessário respeitar escolhas daqueles que agem como otaku. Desta forma, se aquela pessoa deseja ter uma vida social um pouco menor para poder se dedicar exclusivamente (ou quase) a cultura japonesa, faz parte das seleções estabelecidas.

Por mais que em alguns casos pareça exagerado e até mesmo obsessivo, o otaku deve ser respeitado, desde que dentro de padrões e limites pré-estabelecidos, de modo a evitar situações que sejam nocivas verdadeiramente para a sua trajetória como pessoa.

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