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Zeus, de acordo com a mitologia grega, é o deus do Trovão e da Chuva

Você provavelmente já deve ter ouvido falar de Zeus, o maior Deus do Olimpo. Se isso nunca aconteceu, você está perdendo uma importante lição. Afinal, os mitos servem para nos explicar como nós, humanos, nos comportamos. São histórias do tempo primordial, que existem para justificar questões que não sabemos responder por completo.

Assim, diferente do Hinduísmo como religião, a mitologia grega tinha seus próprios cultos. E, por conta disso, também tinha suas histórias próprias. O melhor modo de entendê-las talvez seja por Zeus, já que traz um pouco da origem de tudo.

É importante esclarecer que não foi Zeus quem criou tudo, ele não é como o Deus cristão. Mas certamente foi importante para estabelecer a paz e a vida como a conhecemos hoje. Aliás, este foi um Deus que fez muito contato com os seres humanos através de suas personificações diversas. É dele que muitos mitos são originados e é dele que oriunda a organização do mundo tal qual o conhecemos.

Dessa forma, conheça hoje a história dessa importante figura mitológica.

Quem foi Zeus?

Zeus é o Deus principal do Olimpo, dentre os doze, ele é quem comanda os céus, os trovões, as chuvas e estabelece a justiça. Ele é irmão e pai, marido e amante de diversos Deuses do Olimpo e Deusas menores. Ele está relacionado com muitas histórias que explicam as questões mais humanas. Mesmo o surgimento de algumas plantas, animais e sentimentos pode ser explicado pelos mitos. Por exemplo, há até o mito da flor de lótus ou do surgimento do conhecimento.

Tudo começou quando Gaia e Urano tiveram os conhecidos Titãs e Urano, o pai de todos eles, foi destronado por um de seus filhos. Cronos, o Titã do Tempo, cortou sua genitália e desposou a irmã. Dessa forma, Cronos passou a se envolver com Gaia, sua mãe, e a comandar o reino dos Deuses.

No entanto, o Oráculo, um dia, avisou que ele seria destronado da mesma forma que o pai: por um de seus filhos. Como se julgava mais inteligente que o próprio pai, assim que um filho nascia, ele comia-a criança.

Até que um dia, Réia sua esposa, cansada de perder os filhos, trocou o último por uma pedra. Cronos que já não se previnir tanto, comeu sem olhar e continuou a seguir com sua vida. Réia escondeu seu filho em uma ilha e lá ele foi treinado para enfrentar o pai.

Com a ajuda da Deusa Prudência, Zeus derrotou o pai e libertou os irmãos. Depois disso, entre os irmãos, decidiu dividir os reinos e com ele ficou os Céus. O Olimpo passou a ser governado por ele, enquanto a Poseidon coube o Mar e a Hades os Infernos. Este episódio foi conhecido como a Guerra Titã e acabou com a morte de Cronos.

A moral da história de Zeus

Depois que se tornou o mais poderoso Deus e passou a governar o Olimpo, Zeus tentou trazer a paz. Mas, o Oráculo previu que ele também seria destronado por um filho. Ao saber dessa história e julgando que tanto Urano quanto Cronos erraram, decidiu comer sua esposa: Prudência. Essa Deusa, então, sempre se manteve dentro de Zeus a fim de lhe dar bons conselhos.

Todas as estratégias que eram cridas, toda a sua inteligência foi se alojando em sua cabeça. Um dia, porém, Zeus sentiu uma enorme dor de cabeça e pediu para que Hefesto, o ferreiro, cuidasse disso. Ele, então, abriu sua cabeça e de lá saiu atenta, já com elmo e cetro na mão.

Assim, compreende-se que a Prudência sempre estará conosco se estivermos dispostos a abrir nossas mentes. Ela também nos ensina que não se pode fugir do Destino e o que ele é. Isto porque, no fim das contas, Zeus foi esquecido pelos humanos. Estes, que de certa forma, também são seus filhos.

Zeus

A criação do homem

Como já foi dito anteriormente, Zeus foi destronado por seus filhos ao ser esquecido. Isto pois nenhuma entidade poderia fugir do Destino, não importa que solução tentasse encontrar. No entanto, não foi Zeus quem criou os homens, isso ficou a cargo de Prometeu.

Acontece que Prometeu se encantou tanto pelos humanos, que não conseguia observar sua obra incompleta. Para tanto, um dia roubou o fogo do Olimpo de deu aos homens a chama do conhecimento. Logo, Zeus ficou furioso e decidiu castigar não apenas os Titãs, mas os homens que agora detinham conhecimento.

Zeus criou a primeira mulher e a enviou para a Terra, cujo momento é conhecido como o mito de Pandora. Assim, essa mulher levou consigo uma caixa que jamais deveria abrir. Infelizmente sua curiosidade foi maior e ela liberou todos os males existentes sobre os homens.

Amaldiçoando a todos e deixando na caixa apenas a Esperança, Pandora povoou a Terra com os males. Com o tempo, esses mesmos homens acabaram por esquecer os Deuses Antigos e nenhuma oferenda é feita para o Olimpo. Assim, a obra de Zeus, oriunda dos males que enviou, virou-se outra ele.

A personalidade do Senhor dos Céus

Zeus é tido como um homem mulherengo. Ainda que tenha se casado com a Senhora do Casamento e da Família, há inúmeras histórias de traições de Zeus. Assim, ele não era o exemplo de pai, embora tivesse muitos filhos. Posto isso, era um Deus que frequentemente era visto como negligente por conta dessa relação com os próprios filhos.

Além disso, era um dos Deuses mais temperamentais do Olimpo. Zeus não era fácil de agradar e sua fúria raramente era contida. Portanto, muitos Deuses temiam provocá-lo ou levar seus problemas para o Olimpo. Assim, Zeus também era conhecido como um tipo de juiz dos Deuses e sempre que aparecia algum problema, ele resolvia a questão. O problema é que seu temperamento não era fácil e muitas vezes os Deuses tentavam resolver suas questões por conta própria.

Por fim, é importante compreender que Zeus não era de todo compreensível e benevolente. A ideia que se tem de um Deus que é puro amor vem com a chegada da Era Cristã. Os Deuses do Olimpo representam uma faceta humana, mas no lado divino. Sendo assim, erravam, arrependiam-se e eram julgados, a diferença é que tudo isso dura eternamente.

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