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Dadaísmo: origem, contexto histórico e características. Entenda!

O que é o dadaísmo?

O dadaísmo é um movimento artístico que participou da vanguarda moderna e é considerado o estilo mais mais radical dos movimentos vanguardistas, pois surgiu com o objetivo de romper com os estilos clássicos e tradicionais, agindo de modo “anárquico” e “irracional”.

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O dadaísmo, ou simplesmente dadá, surgiu durante a Primeira Guerra Mundial, em 1916 na cidade suíça Zurique. Foi formado por um grupo de escritores, poetas e artistas plásticos – dois dentre eles fugitivos do serviço militar alemão – liderados por Tristan Tzara, Hugo Ball e Hans Arp.

Os artistas dadaístas eram totalmente contra a guerra, que era motivada por razões capitalistas, e aos valores burgueses da época. Eles também atacavam qualquer tipo de sentimento que remetesse ao nacionalismo ou ao materialismo.

Contexto histórico

A Europa estava enfrentando o colapso bélico da Primeira Guerra Mundial, conflito de proporções nunca vistas antes, o que influenciou diretamente os artistas do movimento.

A intensidade e violência do confronto destruíram o senso lógico e a suposta ordenação da civilização, gerando nos artistas o desprezo pelos valores culturais – que instituíam o bom senso estético, a alta cultura, o que era belo e, ao mesmo tempo, permitiam o horror e a matança generalizada.

A destruição motivada pela guerra foi o fator principal para o nascimento do movimento. Os artistas dadaístas franceses e alemães refugiaram-se na Suíça, por não concordarem com o posicionamento de seus países durante o conflito, e levaram para a arte esse protesto contra uma cultura e uma civilização incapazes de evitar o aniquilamento massivo, a desgraça e a ruína.

Principais características do dadaísmo

As obras dadaístas basearam-se na desconstrução da arte tradicional, tendo como proposta a ideia da desordem, do caos e do acaso. O propósito dos artistas era criar uma arte de protesto que chocasse a sociedade burguesa.

Entre as principais características do dadaísmo está:

  • O combate dos padrões artísticos instituídos na época;
  • Ênfase nos absurdos e temas sem lógica;
  • Crítica ao consumismo impulsionado pelo capitalismo;
  • Valorização da irreverência artística;
  • Utilização de diversas formas de expressão cotidianas (fotografias, sons, poesias, músicas, jornais, objetos e etc) para a produção das obras plásticas;
  • Caráter pessimista e irônico em relação aos assuntos políticos.

Dadaísmo literário

O movimento atingiu as mais diversas áreas da arte, dentre elas a literatura. As obras literárias dadaístas seguiam o mesmo modelo das pinturas, isto é, eles subverteram o sentido lógico da linguagem, portanto, os textos eram compostos a partir da desorganização das palavras, da agressividade verbal, da banalização das rimas, incoerência, e a falta de lógica e raciocínio tradicional.

Os poemas dadaístas eram construídos a partir de palavras aleatórias dispostas pelo autor, sem um sentido ou reflexão prévia.

Dadaísmo no Brasil

O movimento também atingiu o Brasil, principalmente no âmbito literário, e dentre os artistas que representaram estão Manoel Bandeira e Mário de Andrade.

Manuel Bandeira foi consagrado como o maior poeta lírico do modernismo nacional. Mário de Andrade, por sua vez, escreveu obras que continham uma grande carga crítica e eram construídas a partir do princípio do “nonsense”.

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Vitória Alice