Filosofia Geral

Paradigma: o que é, afinal? O que isso significa?

Paradigma nada mais é do que um padrão que deve ser seguido. É um molde de práticas e ações adotadas em certas situações.

É uma junção de princípios que se originaram de um estudo científico ou de determinada teoria, formando modelos ou padrões que servem de arquétipos para pesquisas e atitudes futuras.

Este termo traz a origem grega, significando “modelo ou padrão a seguir”. Segundo a definição de Merriam-Webster, originalmente, seria utilizada a questão gramatical referindo-se apenas a parábolas ou fábulas nos paradigmas.

O paradigma explicado pelos físicos

Geralmente, os paradigmas servem como meio de diretriz para um indivíduo ou um determinado grupo. Isso faz seguir certas normas, estabelecendo delimitações para as atitudes das pessoas.

Ferdinand de Saussure, um estudioso no âmbito da Linguística, usou o termo primeiramente para exemplificar o primórdio da teoria do signo linguístico. Essa teoria faz alusão à relação estabelecida dos elementos linguísticos com os signos.

Os paradigmas, pelas ideias de Saussure, são considerados como uma junção de elementos que se relacionam com a língua e compõem as ações adotadas em determinados ambientes dentro de um contexto.

Tomas Kuhn, um físico famoso que contribuiu significativamente para o desenvolver da ciência, em especial nos setores de história e filosofia, disse no livro “Estrutura das Revoluções Científicas”, que os paradigmas são modelos onde os indivíduos de determinada comunidade do meio científico podem se espelhar, se orientar e partilhar em pesquisas futuras.

Hoisel, outro físico igualmente famoso, relacionou o paradigma com os valores, os conceitos, as crenças, os pressupostos e as técnicas compartilhadas por integrantes das comunidades científicas.

Hoisel, na obra Anais de Um Simpósio Imaginário, reafirma que, à partir da acolhida de certo paradigma, é estabelecida uma maneira particular de questionamento.

Isso reforça o conceito de Heisenberg – outro físico – que insistia em provar que o experimento científico não tem como ponto base as implicações da natureza, e sim, os conceitos como reflexos da forma particular visionária de cada um dos cientistas.

 As comunidades científicas

Ao longo de nos de história, algumas observações e pesquisas foram realizadas, mas muitas vezes – como pode ser observado – não se adequaram, produzindo contradições extremas ao paradigma que estava vigente. Isso acabava dando origem a um novo paradigma.

Este, por sua vez, acabava se formando quando as comunidades científicas renunciavam simultaneamente à credulidade na maioria dos artigos e livros que corporificavam o antigo. Deixavam de considera-lo tal como um objeto plenamente adequado ao voto científico.

Interacionismo simbólico é a denominação da metodologia com o qual se estuda as relações sócio-históricas e sociais das diversas comunidades científicas.

Autores como Erving Goffman e Thomas Szasz, por exemplo, acabaram pesquisando como se deu as relações interpessoais vividas em instituições com o saber psiquiátrico.

O capital investido e a materialidade das hierarquias das organizações científicas possuiam um poder tão superior quanto ao da lógica que orientava as pesquisas científicas e referendavam as expressões ideológicas referidas por Karl Marx na relação da superestrutura com a infraestrutura econômica que, tecnicamente, deveria organizar as sociedades.

A pergunta que nós fazemos hoje em dia, em especial no âmbito saúde social – onde não se enfrenta apenas a concepção em termos biológicos da saúde – é, se existe a possibilidade de romper com o reducionismo, o positivismo e o mecanicismo que constituíram a medicina global sem o limite das crenças cientificistas, abrindo mão de conquistas tecnológicas desta ciência?

Os paradigmas educacionais

Refere-se a uma ação de ordem pedagógica que enfatiza o aprendizado crítico, no qual o desenvolvimento dos conhecimentos está, de certa forma, relacionado com a maneira como as matérias são ensinadas.

Os métodos de ensino adotados pelos professores influenciam negativa ou positivamente no que concerne a absorção do conteúdo pelos alunos. Em suma, um paradigma educacional quer dizer que foi adotado um modelo ou um padrão pedagógico para ser seguido pelos professores de determinada instituição.

Sempre se deve considerar que o aperfeiçoamento dos paradigmas acaba constituindo modelos novos de aprendizagem/ensino. Estes priorizam a aprendizagem mais crítica que precisa resultar em uma mudança positiva e significativa no aluno.

Partindo desse principio, o modo como o aluno aprendia antigamente não pode nem ser comparado aos métodos novos. O paradigma de estilo mais conservador e com o cunho tradicional não denota o grandioso progresso nem a eficiência do processo.

 O paradigma cartesiano

Este paradigma defende a precisão da uma divisão de determinado processo em um número “x” de partes. Também defende que sejam feitos estudos individuais para cada seguimento.

Um bom exemplo é o de um indivíduo que, para ter condições de operar certas máquinas, necessita conhecê-las por partes. Isso se dá para entender as características, bem como o papel de cada um de seus componentes.

O paradigma da programação

Este consegue definir a maneira como o programador pode encarar os desafios e a metodologia que ele utilizará para enfrentá-los. Para isso, ele deverá seguir alguns moldes pré-estabelecidos para estruturar uma determinada programação.

O paradigma da programação está dividido em 4 grupos. Eles são definidos conforme a dificuldade das técnicas proibidas ou permitidas em cada um dos programas.

Os grupos principais dos paradigmas da programação são:

  • Paradigma imperativo;
  • Paradigma declarativo;
  • Paradigma orientado a objetos;
  • Paradigma funcional.

Alguns outros paradigmas

Paradigma holístico

É defensor dos fenômenos que se dão como um todo. Estes precisam ser estudados dentro de uma totalidade, com o intuito de serem compreendidos também como um todo.

Paradigma da complexidade

É também reconhecido como um pensamento complexo. Ele visa a definição do desafio ou da complexidade das formas científicas e das disciplinas.

Este termo é bem usado:

  • Na linguística;
  • Na filosofia;
  • Na pedagogia;
  • Na meteorologia;
  • Na epistemologia;
  • Na economia;
  • Na matemática;
  • Na estatística;
  • Na psicologia;
  • Na ciência da computação;
  • Na sociologia;
  • Na biologia;
  • Na medicina;
  • Na área de informática;
  • Na física;
  • Na química.

Paradigma social

Este paradigma se relaciona com a teoria que declara que as várias áreas do conhecimento podem possuir incertezas e certezas que abrem rumos novos, bem como possibilitam o desenvolver do pensamento crítico.

Paradigma trabalhista

Relaciona-se com a prática no trabalho. Faz referências, principalmente, sobre o valor de um colaborador em relação ao conhecimento de certa tarefa.

Isso acaba influenciando na equiparação dos salários dos colaboradores que, por acaso, exercem uma mesma função.

Conforme as normas instauradas no artigo 461 pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), a reunião de seus paradigmas devem ser seguidos pela parte empregadora no que concerne às questões de remuneração dos colaboradores que ocupam o mesmo cargo.

Determina a lei que, no que trata a prática de igual função no mesmo local, a remuneração precisa ser igualada, não havendo distinções de sexo, idade ou nacionalidade.