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Biohacking parece assunto de ficção científica, mas é real

Biohacking

Biohacking – também conhecido como biologia DIY – é um termo extremamente amplo e amorfo. Ou seja, ele pode abranger uma enorme variedade de atividades, desde a realização de experimentos científicos em leveduras ou outros organismos até a alteração da própria biologia.

Isto é, bombeando sangue nas veias, na esperança de combater o envelhecimento. Essa prática, que se torna cada vez mais comum, é chamada de transfusões de sangue para retardar a velhice.

Definição de biohacking no dicionário

  1. Biohacking é a prática que combina a ética hacker com a biologia. Até o atual momento, a prática está restrita ao DIY (faça você mesmo). Isto é, não existe, atualmente, uma aplicação comercial nessa área.
  2. Biohacking é ato de hackear seu próprio organismo, com a finalidade de exercer melhorias em sua performance.

Significado do nome

A palavra “biohacking” é uma junção do prefixo “bio”, cujo significado é “vida”, com o verbo “hacking”, derivado das áreas da computação.

O que é biohacker?

Em suma, hackers são os indivíduos que trabalham procurando falhas em sistemas de internet, a fim de encontrar “furos” para invadi-los. Isto é, trata-se de indivíduos com um conhecimento profundo em programação. Na maior parte dos casos, os hackers são “estudiosos” auto didatas. Existem diversos níveis de hacking (ato de hackear). Alguns podem ser iniciantes, enquanto outros podem decodificar as mais complexas estruturas de informações.

A expressão biohacker, por sua vez, se refere à combinação da “cultura hacker” com estudos pertinentes à biologia. Ou seja, um biohacker também se vale de tecnologias de ponta. Estas, em contrapartida, não são empregadas em máquinas, mas em seres humanos.

Em outras palavras, biohackers procuram compreender os códigos genéticos e as composições dos organismos a fim de modificá-los. Assim, explorando o potencial da capacidade corporal e criando o equivalente a “super humanos”.

As pesquisas realizadas por biohackers, na maior parte das vezes, são de origem caseira ou independente. Isto é, não são realizadas, necessariamente, em espaços adequados como laboratórios biogenéticos. A área de atuação mais comum para o biohacking são garagens e quartos dos próprios indivíduos.

Biohacking

Quem são os biohackers?

O tipo de biohackers atualmente ganhando mais notoriedade são os que realizam experimentos – fora dos espaços e instituições tradicionais de laboratório – em seus próprios corpos.

De fato, a iniciativa visa o aumento de seus desempenhos físicos e cognitivos. Eles formam um gênero conhecido como “transhumanismo”. Ou seja, um movimento que sustenta que os seres humanos podem e devem usar a tecnologia para aumentar e evoluir a espécie.

Alguns biohackers têm doutorado em ciências; outros são amadores completos. E suas maneiras de tentar “invadir” a biologia são tão diversas quanto o hacker tradicional. Por isso, tende a ser complicado entender os diferentes tipos de hacks, o que os diferencia da medicina tradicional e o quão seguros eles são.

Quais são alguns exemplos comuns de biohacking?

O biohacking pode receber uma série de definições e aplicações diversas. Afinal, ele pode abranger uma variedade incrível de atividades. Contudo, todos os meios têm em comum o mesmo fim: a tentativa de manipular o cérebro e o corpo para otimizar o desempenho – fora do campo da medicina tradicional.

Para alguns praticantes, a definição de biohacking é arte em colaboração com a ciência. Assim, intencionando mudar o ambiente ao seu redor e dentro do indivíduo, para que ele tenha controle total sobre sua própria biologia.

Em linhas gerais, os biohackers costumam realizar experimentar em seus corpos. Como, por exemplo, injetar células-tronco nas articulações, tomar dezenas de suplementos diariamente, banha-se com luz infravermelha e muito mais.

Alguns praticantes têm como missão viver até os 180 anos. Por isso, no glossário dos biohackers, existem alguns verbos típicos que se repetem. Esse é o caso de “otimizar” e “atualizar”, linguagens presentes quando os indivíduos se referem aos processos iniciados em suas mentes e corpos.

Algumas de técnicas de biohacking, por outro lado, são naturais e praticadas há séculos. Por exemplo, a meditação Vipassana e o jejum intermitente. Os suplementos são outra ferramenta popular no arsenal do biohacker. Há uma série de pílulas que as pessoas tomam, de suplementos antienvelhecimento a nootrópicos ou “drogas inteligentes”.

Como os biohackers geralmente estão interessados ​​em quantificar todos os aspectos de si mesmos, eles podem comprar dispositivos vestíveis para, por exemplo, rastrear seus padrões de sono.

Práticas de biohacking

Além disso, existem algumas práticas consideradas mais radicais, tais como:

  • Crioterapia (exposição ao congelamento ou frio extremo)
  • Neurofeedback (treinamento para regular as ondas cerebrais)
  • Saunas de infravermelho (supostamente ajudam a queimar calorias e se livrar do estresse das transmissões eletromagnéticas)

Um subgrupo de biohackers chega ao ponto de implantar dispositivos como chips de computador em seus corpos. Assim, os implantes permitem que eles façam de tudo, desde abrir portas sem um controle remoto até monitorar seus níveis de glicose.

Biohacking

Qual a diferença entre a biohacking e a medicina tradicional?

Certos tipos de biohacking vão muito além da medicina tradicional, enquanto outros tipos estão sob sua sombra.

Muitas técnicas milenares – meditação, jejum – podem ser consideradas um tipo básico de biohacking. O que diferencia o biohacking não é, indiscutivelmente, um gênero de atividade diferente. Mas sim quais as atividades são realizadas sob uma mentalidade específica.

Isto é, a filosofia subjacente dos biohackers é a de que não precisamos aceitar as deficiências de nossos corpos. Ou seja, podemos superá-las usando uma variedade de soluções de alta e baixa tecnologia.

Os biohackers recebem respaldo das pesquisas científicas?

Alguns biohacks são apoiados por fortes evidências científicas e provavelmente são benéficos para saúde. Contudo, frequentemente, esses são os “naturais”, depurados ao longo de séculos de experimentação.

Por exemplo, ensaios clínicos mostraram que a meditação da atenção plena (mindfullness) pode ajudar a reduzir a ansiedade e a dor crônica. Entretanto, outros hacks, baseados em evidências fracas ou incompletas, podem ser ineficazes ou realmente prejudiciais.

Quais são os tipos mais perigosos de biohacking sendo testados?

Sem dúvida, algumas das soluções que estão sendo testadas atualmente são tão perigosas que simplesmente não valem o risco. Por exemplo, o biohacking de transfusão de sangue para retardar o envelhecimento. Nestes casos, a prática é contraindicada.