Política

Dissidente é aquele que discorda de uma política oficial

Dissidente é como arroz com feijão: tem praticamente todo dia, especialmente em tempos de polarização política como a que nossa sociedade vive. Seja em partido político, na igreja, na empresa ou na família. Dissidência em relações humanas é tão certo, no sentido de infalível, do que mais um fracasso do SPFC da gestão Leco, porque relações humanas, relacionar-se com humanos… É complicado.

Sério, tem sido cada vez mais difícil. É Terra plana por um lado, mamadeira de piroca no outro, um símbolo nazista acolá, uma chacina ali, enfim, nunca duvide da estupidez humana. Por isso, há quem prefira interagir apenas com os animais. Os genuínos.

Claro, o dissidente surge não somente em razão de doses de lucidez. Há a dissidência derivada de acessos de loucura ou de malandragem.

Bom, mas deve está confuso se não sabe o que significa dissidente. Tranquilo. Vamos explicar abaixo não só o que é um dissidente, mas os vários tipos de dissidência existentes.

Basta seguir na leitura dos tópicos abaixo.

Confira!

Definindo dissidente

O dissidente é que disside. Uuhhh! Esclarecedor, não?  Calma, sabemos que esse tipo de explicação à dicionário Aurélio é um saco. Dissidente é um cidadão que se separa de uma doutrina, de uma crença por razão de uma divergência. A divergência pode estar relacionada a princípios, ideias, métodos, decisões específicas.

Uma categoria comum de dissidente é o dissidente político. Pessoas que se filiam e defendem as cores e bandeiras de um partido durante um período, mas após algumas ocorrências, decisões do grupo político, acabam se decepcionando e resolvendo romper com a agremiação.

Isso costuma ocorrer frequentemente quando um partido ganha notoriedade na oposição, mas passa a praticar atos contraditórios aos princípios primeiramente defendidos quando chega ao governo.

Situação que ocorre tanto em regimes democráticos como totalitários. Em regimes democráticos, a cisão, geralmente, ocorre ao se fazer vista grossa a atos de corrupção ou passar a defender causas que beneficiam determinados grupos e não o grosso da sociedade.

Em regimes totalitários, a dissidência ganha corpo quando o governo empossado mostra a face autoritária quebrando promessas e coerência retórica ou passa a ser repressivo demais.

É preciso mencionar que essa terminologia, “dissidente”, “dissidência”, é mais comum em regimes totalitários e está atrelada na história a figuras que tiveram a coragem ou a loucura de se posicionarem contra determinadas ideias conquistando, fama, glória e muitas vezes ruína.

Falaremos um pouco dessas figuras durante o texto.

Mas como colocado anteriormente, o dissidente político é apenas uma categoria. Existem outras que comentaremos mais detalhadamente, as mais importantes, a seguir. Confira!

Dissidente religioso

É uma marca de toda religião relevante. O grau de paixão ou fanatismo que desperta acaba levando a muitos debates e divergências sobre algumas interpretações doutrinárias.

Essas divergências ocasiona o dissidente religioso. Este sai do núcleo de uma organização religiosa na qual se identificou com muitos de seus pontos inicialmente, mas em razão da divergência resolve se retirar isolando-se ou formando um novo grupo  que partilha de premissas parecidas, mas com ajustes, no entendimento deste, doutrinários.

Um grande exemplo de dissidente religioso foi o fundador do movimento protestante, Martinho Lutero. Não de acordo com algumas normas e crenças da igreja católica apostólica romana, Lutero decidiu promover um grupo religioso próprio com interpretações bíblicas mais fieis ao texto sagrado no seu entendimento.

Foi considerado um dissidente e um herege passando a ser perseguido pelo clero de Roma.

Dissidente

Acionista dissidente

Um tipo de dissidente que a maioria não ouviu falar, portanto, não sabe exatamente o que significa é o acionista dissidente.

Acionista é um proprietário de ações, papéis de uma empresa com capital aberto que coloca seus títulos à venda para captar recursos. Ao se obter o lucro almejado passa a dividir parte dele, mínimo de 25% do lucro líquido, aos compradores, acionistas de seus títulos.

Há uma situação em que um acionista pode renunciar de sua posição da empresa invocando o direito de recesso. Contudo, para essa renúncia conferir-lhe alguma vantagem é necessária a compra das ações que detém da empresa.

A lógica seria o seguinte: fulano está a fim de sair da empresa, abrir mão de sua condição de acionista, para passar o cargo a outro. Esse movimento é possível e vantajoso ao vender suas ações para o que pretende assumir o seu papel de acionista da empresa.

A causa para saída pode ocorrer devido a discordâncias com resoluções ocorridas na assembleia geral. Por tal posição ser sempre um privilégio e normalmente lucrativa quando a empresa é bem gerida, entende-se que o acionista dissidente ocorre não por pressões ou limitações do mercado, mas por razão de desentendimentos internos dentro de uma organização.

Casos famosos

Como expomos, os dissidentes mais comuns são os políticos, os mais famosos de regimes totalitários. Esses dissidentes acabam se refugiando em outros países ou dentro do próprio país, mas na condição de anônimo. Medida necessária para tentar escapar do furor assassino desses regimes, que não costumam perdoar seus “traidores”.

Georgi Markov

Markov era um escritor búlgaro dissidente e em 1978 foi envenenado enquanto aguardava um ônibus. Quatro dias depois veio a falecer.

O curioso foi o método para envenenar Markov.

O responsável por aplicar o veneno deixou cair seu guarda-chuva de modo a espetar a coxa do escritor. Na ponta do guarda-chuva, havia uma cápsula do tamanho de uma agulha que continha um poderoso veneno, a ricina.

Khaled Mechaal

Em 1997, o dissidente Khaled Mechaal é vítima de um atentado patrocinado por agentes do serviço de inteligência de Israel. Khaled era membro do movimento islâmico conhecido como Hamas.

Os agentes da Mossad injetaram veneno no seu pescoço. Mas as coisas não saíram como os mandantes do crime esperavam. Meschaal não morreu. E a morte não foi evitada por questão de milagre, mas por intervenção do rei Hussein da Jordânia. Ele exigiu que o governo de Israel fornecesse o antídoto do veneno.

Talvez pergunte: porque Israel entregaria de mão beijada a salvação de seu inimigo? Porque os agentes que fizeram o trabalho sujo não foram tão discretos como o russo do caso anterior. Acabaram presos no local do crime, na Jordânia, e como forma de negociar a libertação deles, Hussein solicitou como contrapartida o antídoto.

Outros dissidentes famosos:

  • Munir Salid Thalib;
  • Viktor Yushchenko;
  • Alexander Litvinenko.

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