Expressões em inglês

COO (Chief Operating Officer / Diretor de Operações)

Empurrados por modernismos em administração em grandes corporações, boa parte delas com sede nos Estados Unidos, os neologismos tomaram conta de expressões que indicam os postos chaves em empresas, de grandes a pequenas, também no Brasil. O mais conhecido destes neologismos é o CEO, que muita gente pronuncia, mas, poucos sabem o significado – Chief Executive Officer, ou o executivo máximo de uma organização. Menos conhecido, mas, também importante, é o COO – Chief Operating Officer.

Numa escala hierárquica tradicional, o COO é o segundo executivo mais importante na empresa e, pela tradução literal, seria o seu Diretor de Operações da organização – aquele que lida diretamente com a produção e coordena os trabalhos operacionais, a começar pelos Recursos Humanos.

O executivo logo abaixo do CEO

Na prática, é possível dizer que enquanto o CEO trata das questões de relacionamento externo da empresa e cria, junto ao Conselho de Administração ou Conselho Consultivo, as diretrizes e o planejamento estratégico a ser seguido, cabe ao COO a tarefa de levar à prática essas diretrizes. Isso tanto na área operacional, em caso de uma indústria, como também na parte comercial.

Nessa escala hierárquica, o COO está logo abaixo do CEO e deve trabalhar em total sintonia com o seu superior. Em empresas familiares, é comum que esses dois executivos sejam profissionais contratados e com alta especialização.

CEO e COO precisam de total harmonia

Não é incomum, também, que um deles seja executivo contratado, externo ao âmbito familiar, enquanto o outro executivo seja da família, num esforço normalmente feito para o treinamento do executivo da família.

Assim, se o CEO é externo ao ambiente familiar, o COO seria um membro da família com alguma especialização para o cargo operacional – por exemplo, um engenheiro de operações ou, mesmo, administrador com especializações em alta direção.

O absolutamente certo é que, em qualquer destas circunstâncias, ambos precisam trabalhar em perfeita sintonia, ou a empresa não consegue atingir seus objetivos de crescimento e desenvolvimento nos negócios.

Sua habilidade pode ser vital

Para completar o trio normalmente de maior hierarquia numa organização empresarial, e ainda seguindo os neologismos importados, vem o Chief Financial Officer – CFO –, que corresponde ao Executivo Financeiro, aquele encarregado de dirigir as questões financeiras do empreendimento. Este lida desde as definições orçamentárias da empresa, como, também, as aplicações do que foi definido no orçamento.

Cabe ao CFO as espinhosas tarefas de relacionar-se com os demais departamentos empresariais e atender suas necessidades de finanças, liberando – ou não – o que foi solicitado conforme o que já está definido no orçamento.

A lucratividade e a rentabilidade do empreendimento podem depender, em muitos casos, de sua habilidade e competência profissional.

Depende dele a produtividade interna

Em qualquer organização, também, as eventuais sobras diárias nas finanças não podem ficar paradas nos cofres bancários, pois sofrem com a corrosão inflacionária, por menor que ela seja.

Em grandes corporações, valores expressivos sofrem bastante se ficarem parados, sem aplicações financeiras. Esta é uma das principais atribuições do CFO – movimentar os recursos financeiros em aplicações diárias, que podem vir a representar muito para o lucro final do empreendimento.

Neste meio termo fica o COO, que tem como atribuições principais fazer as máquinas girarem com a maior produtividade possível, mantendo também as engrenagens comerciais muito bem azeitadas para que – assim como as finanças – nenhum produto fique muito tempo nas prateleiras logo após sua fabricação, em caso de indústrias.

Saber ouvir sugestões e dar ordens

Embora seja um executor das diretrizes emanadas do Conselho de Administração do empreendimento, sob a coordenação do CEO, cabem ao     COO muitas outras tarefas, entre as quais também está o planejamento de atividades internas. É de sua responsabilidade, por exemplo, fazer com que o fluxo de trabalho interno seja o mais dinâmico possível, obedecendo modernos parâmetros da administração.

O COO precisa, por isso mesmo, ser um líder dentro da organização, seja por seu reconhecido conhecimento teórico do assunto, como, também, por servir de exemplo a todos os seus liderados. Assim como é muito importante ele saber ouvir as sugestões e reclamações desses liderados – gerências, supervisores e subalternos em geral –, também é de vital importância que saiba dar e transmitir ordens.

Algumas atribuições que cabem ao COO

Algumas de suas principais atribuições dentro da empresa podem ser assim resumidas:

  • Ele situa-se entre a alta direção da empresa e o cliente e, por isso, é de sua responsabilidade entregar produtos de qualidade, no prazo estabelecido;
  • Todos os processos internos e externos, na área operacional do empreendimento, precisam de muita eficácia e cabe a ele definir esse grau de eficiência, assim como procurar melhorá-los;
  • Também é de sua responsabilidade manter a motivação das equipes de trabalho, em todas as áreas de atuação dos setores produtivos, comerciais e até mesmo de pesquisa e desenvolvimento;
  • Após receber da alta direção do empreendimento as metas de crescimento e desenvolvimento, cabe ao COO implementá-las e colocá-las em prática;
  • Como parte integrante da alta direção do empreendimento, cabe também ao COO discutir com o CFO e o CEO as diretrizes recebidas e, se for o caso, propor os ajustes que entenda como necessários;
  • Estar à frente de constantes avaliações do desenvolvimento operacional da empresa, junto às áreas de sua responsabilidade, sejam industriais, comerciais ou de marketing.

Executivo que mais fala com a produção

Fica claro, portanto, que se trata de um executivo de alta especialização e que precisa estar atento a tudo que tem a ver com o funcionamento interno da empresa. O desenvolvimento dos negócios pode depender, em muito, de sua argúcia e esperteza no trato dos negócios e com seus colaboradores mais diretos.

É o diretor executivo que mais diretamente trata com o pessoal da produção e da comercialização.

Candidato natural a diretor-presidente

Mas, é claro, ele não atua sozinho e isso nem pode acontecer. Bem ao contrário, para que a empresa tenha um perfeito desenvolvimento, há a necessidade de que aqueles três altos executivos citados no início trabalhem em perfeita harmonia – CEO, CFO e o COO.

Trata-se de profissional de destaque dentro da empresa e, por isso, ser o COO equivale a carregar a espinhosa tarefa de colocar em prática o modelo de negócios da empresa. Em muitos casos, também, transforma-se no sucessor natural ao cargo de diretor-presidente do empreendimento, ou seja, o futuro CEO.